Marcelo propõe privatização noutra conjuntura

BE e PCP criticam proposta de Passos Coelho para encerrar empresas públicas

31.01.2011 - 10:40 Por PÚBLICO

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Marcelo acredita que “privados podiam gerir melhor” empresas públicas com prejuízos crónicos Marcelo acredita que “privados podiam gerir melhor” empresas públicas com prejuízos crónicos (Foto: Miguel Silva/arquivo)
As empresas públicas com prejuízos crónicos devem ser encerradas. A ideia foi lançada para debate por Pedro Passos Coelho, ontem, num almoço da JSD realizado em Ílhavo. O Bloco de Esquerda e PCP criticam o líder do PSD, assim como Marcelo Rebelo de Sousa, que propõe a privatização dessas empresas noutra conjuntura.

“Nós queremos saber, em primeiro lugar, das empresas públicas que dão prejuízos crónicos e que têm boas alternativas no mercado privado, quais são as empresas que o Governo entende que devem encerrar. Não é que deve alienar, porque, neste caso, elas não têm grande valor. O grande valor que terão para o Estado é a poupança que se pode fazer fechando essas empresas”, tinha dito Passos Coelho.

Horas depois, Marcelo Rebelo de Sousa alertava para os riscos que essas declarações podem acarretar para os sociais-democratas, caso estes queiram ser Governo. “Defende-se a ideia, quer dizer, estar a aguentar, neste momento de crise financeira, empresas públicas que não dão lucro, é ir aos bolsos dos portugueses. Mas, colocado assim, tem riscos enormes para um partido de Governo”, sublinhou, no seu espaço dominical de análise na TVI.

“A CP, a Refer, portanto, quer dizer, as empresas de transportes, as múltiplas que existem, que não dão lucro, obviamente, não devia ser assim. Os privados podiam gerir melhor, devia ser privatizado. Mas, provavelmente, se se privatizar agora, não é grande negócio para o Estado. Portanto, a questão não devia ser fechar mas privatizar, se se entender que era isso que se devia fazer”, contrapôs Marcelo.

Outras perspectivas têm BE e PCP. Ambos os partidos criticam a posição do presidente do PSD, mas estão longe da alternativa de Marcelo. “Essas declarações mostram que Passos Coelho ou não conhece as empresas de que está a falar, ou está apenas preocupado em arranjar negócios para os privados”, atirou José Gusmão, deputado bloquista.

“Por exemplo, o doutor Passos Coelho fala dos transportes e diz mesmo que se deveria restringir o passe social, que não tem apenas uma função social mas também de estímulo ao transporte colectivo que combate a factura energética e o endivadamento externo do nosso país”, observou o parlamentar, citado pela TSF.

Vasco Cardoso, da comissão política do PCP, entende, ainda de acordo com a mesma rádio, que as declarações de Passos Coelho “vêm na linha de quem pensa que enquanto existir uma empresa pública capaz de encher os bolsos de algum grupo económico, então é uma boa altura de usar os elementos mais primários para justificar a sua privatização”.

“O mais dramático desta declaração é que isto é fora do Governo, mas dentro do Governo temos um Partido Socialista que está a concretizar à risca essa linha de privatização de grandes empresas públicas estratégicas para o país e que nas mãos dos grupos económicos ficam a servir os lucros e não o interesse do país”, lamentou o comunista.

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Comentário + votado

SE BEM ME PARECE O COELHO NÃO CHEGA AO FIM !!!

... ... pois há demasiados "furões" nas galerias do Poder. ... Diria, ...

Elsa Branca

31.01.2011 18:52

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