Francisco Louçã comenta caso

BE diz que Cavaco Silva fez uma “escolha política” ao optar pelo silêncio

25.09.2009 - 14:37 Por Maria José Oliveira

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O líder defende que as notícias que envolveram as eventuais escutas a Belém não condicionam a escolha dos eleitores O líder defende que as notícias que envolveram as eventuais escutas a Belém não condicionam a escolha dos eleitores (Daniel Rocha (arquivo))
Francisco Louçã entende que o Presidente da República fez uma “escolha política” ao optar por não esclarecer os motivos pelos quais afastou Fernando Lima da assessoria para a comunicação social e por se remeter ao silêncio quanto às “questões de segurança” por si referidas na passada semana.

Num comentário à notícia de hoje do semanário “Expresso”, que adianta que Belém insiste em “manter” as suspeitas de que a Presidência tenha estado sob vigilância, o líder do Bloco de Esquerda (BE) fez notar que Cavaco Silva “fez a sua escolha política”. Que, acrescentou, só poderá ser esclarecida quando Cavaco Silva justificar as suas palavras e actos. “Nessa altura poderemos perceber as motivações do Presidente,” afirmou, no final de uma visita guiada ao Museu de Serralves, no Porto.

Sobre a eventual interferência de Cavaco na campanha para as legislativas, Louçã começou por afirmar que os casos que sobressaltaram estas duas semanas “foram discutidos”, embora não tenham sido justificados: “Há uma exigência de esclarecimento, uma necessidade. O Presidente certamente o fará. Eu preferia que fosse antes, ele prefere que seja depois [do dia 27].”

Contudo, o líder do Bloco defende que as notícias que envolveram as eventuais escutas a Belém não condicionam a escolha dos eleitores no próximo domingo. “As escolhas não são sobre este ou aquele episódio. As escolhas são saber o que é que as pessoas devem dizer ao país quando votam”, disse.

Instado a pronunciar-se sobre a decisão de Cavaco de não discurso nas comemorações do 5 de Outubro, alegando não querer interferir na campanha para as autárquicas, Louçã declarou apenas que “seria normal que ele falasse no 5 de Outubro”.

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