O líder do BE, Francisco Louçã, reiterou hoje que o processo de Camarate seja reaberto e possam ser investigadas “provas que ficam excluídas ou que não estiveram no centro da investigação”.
“Não foi tomada ainda nenhuma deliberação sobre isso, estamos a estudá-la, mas lembro o que o Bloco de Esquerda defendeu na última comissão de inquérito sobre Camarate, que deveria ser reaberto o processo e devia haver uma investigação sobre as provas que ficaram excluídas ou que não estiveram no centro da investigação do processo anterior”, afirmou Louçã, aos jornalistas.
O líder bloquista respondia à disponibilidade do BE para a criação de uma nova comissão parlamentar de inquérito à queda do avião que vitimou a 4 de Dezembro de 1980 o primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro e o ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa, entre outros ocupantes que seguiam no Cessna que caiu sobre Camarate.
Freitas do Amaral defendeu na segunda-feira que o Parlamento deve criar uma nona comissão parlamentar de inquérito que prossiga as investigações ao caso, alegando que existem elementos ainda por esclarecer, nomeadamente o que sucedeu ao Fundo de Defesa Militar do Ultramar e “as contradições” da política de venda de armas e munições a países estrangeiros.
O líder social-democrata, Pedro Passos Coelho, disse que o PSD irá “ponderar muito serenamente” com os restantes partidos no Parlamento a possibilidade de reabrir a investigação parlamentar ao caso Camarate e remeteu para breve uma posição sobre a matéria.
“Enquanto existir algum elemento relevante que possa trazer mais luz sobre o que se passou (…) não deixaremos de o analisar e de o levar por diante se entendermos que são informações ou indicações que têm pés para andar. E é isso que iremos ponderar muito serenamente com os restantes partidos no Parlamento”, afirmou o líder do PSD.


