Autores da troca de bandeiras na CML ouvidos pela PSP 
13.08.2009 - 19:58 Por Luciano Alvarez, Maria José Oliveira
Dois membros do blogue 31 da Armada (http://31daarmada.blogs.sapo.pt/) que na segunda-feira trocaram a bandeira da Câmara Municipal de Lisboa pela da monarquia, na varanda da autarquia da capital, foram hoje ouvidos pela PSP. Henrique Burnay e outro membro não identificado foi obrigado a deslocar-se à esquadra da PSP na Avenida Gomes Freire, em Lisboa, depois de ter devolvido a bandeira da autarquia.
Burnay contou ao PÚBLICO que se deslocou à sede da CML, por volta das 17h30, na companhia de outros dois membros da ala monárquica do blogue (Rodrigo Moita de Deus e Nuno Miguel Guedes) para devolver a bandeira da autarquia “lavada e engomada”. Depois de informarem uma funcionária que não tinham nenhuma reunião agendada, esta mandou-os aguardar. Passado algum tempo apareceram os agentes da PSP que ficaram com a bandeira da autarquia e pediram a Henrique Burnay que os acompanhasse à esquadra.
A versão da PSP à Lusa é diferente e diz que foram ouvidos dois membros do 31 da Armada. O porta-voz da Direcção-Nacional da PSP, Paulo Flor, remeteu mais informações para um comunicado a divulgar esta sexta-feira.
“Foram cumpridas as formalidades”, diz Burnay, que se recusou a revelar o que se passou na esquadra. “A única coisa relevante é o que se passou na segunda-feira [troca das bandeiras]. Não falamos sobre o processo”, afirmou, adiantando ainda que ninguém do 31 da Armada foi notificado pelo Ministério Público.
Burnay revelou ainda que a bandeira da monarquia “está apreendida”. A edição online do Expresso na revela, porém, que um dos membros terá sido constituído arguido.
Na noite de segunda-feira, pouco depois da meia-noite, quatro elementos pró-monárquicos do Movimento 31 da Armada, autor de um blogue, retiraram o símbolo autárquico da varanda dos Paços do Concelho e hastearam a bandeira azul e branca com recurso a um escadote, uma iniciativa destinada a “restaurar a legitmidade monárquica”.
“Foram cumpridas as formalidades”, diz Burnay, que se recusa a revelar o que se passou na esquadra. “A única coisa relevante é o que se passou na segunda-feira [troca das bandeiras]. Não falamos sobre o processo”, afirmou, adiantando ainda que ninguém do 31 da Armada foi notificado pelo Ministério Público. Burnay revelou ainda que a bandeira da monarquia “está apreendida”.
“Bandeira lavada e engomada entregue. STOP Câmara chama autoridades que apreendem a bandeira. STOP A bandeira do Reino permanece apreendida. STOP Os membros do 31 da Armada estão bem. STOP Estado de Direito recomenda-se. STOP”, escreveram no blogue.
Na noite de segunda-feira, pouco depois da meia-noite, quatro elementos pró-monárquicos do 31 da Armada retiraram o símbolo autárquico da varanda dos Paços do Concelho e hastearam a bandeira azul e branca com recurso a um escadote, uma iniciativa destinada a “restaurar a legitmidade monárquica”. O porta-voz do movimento, Rodrigo Moita de Deus, já tinha anunciado que o movimento iria contactar a autarquia (que apresentou queixa) para trocar as bandeiras.
Notícia actualizada às 22h24
Notícia substituída às 21h49
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