A presidente da Câmara Municipal do Montijo disse hoje que a população local não tem razão para se manifestar, uma vez que ficou hoje garantida a manutenção dos serviços de urgência básicos.
Maria Amélia Antunes (PS) falava aos jornalistas no final da assinatura de um protocolo com o Ministério da Saúde que prevê a manutenção das urgências no Montijo.
Na mesma cerimónia, outros cinco municípios – Espinho (PS), Fafe (PS), Cantanhede (PSD), Santo Tirso (PS) e Macedo de Cavaleiros (PSD) – assinaram também protocolos com vista à reestruturação da rede de urgências.
Paralelamente, os habitantes do Montijo exigiram hoje ao Governo a manutenção do serviço de urgências com “mais valências” e “especialidades” até à construção do novo hospital Montijo-Alcochete.
A exigência da população traduziu-se num “buzinão” que esta tarde percorreu as ruas daquela localidade e que contou com a presença de dezenas de carros, motas e bicicletas, bem como de uma ambulância do hospital do Montijo, em sinal de protesto contra o encerramento do serviço de urgências.
Urgências garantidas
Para a presidente da autarquia, Maria Amélia Antunes, os habitantes “não têm nenhuma razão para se manifestar”.
“A questão fundamental era a manutenção do serviço de urgência e esse está garantido”, disse.
O Montijo, adiantou, fica com as urgências e com a constituição de um centro hospitalar para rentabilizar os recursos instalados nos hospitais do Montijo e do Barreiro.
“A urgência básica existe hoje no hospital e vai continuar como está”, disse.
Já no que se refere aos centros de saúde, adiantou, o protocolo prevê a possibilidade de alargamento dos horários e, dependendo dos recursos humanos, poderá haver um atendimento aos fins-de-semana e feriados entre as 09h00 e as 15h00.


