Atrasos nos correios em alguns países impedem portugueses no estrangeiro de votar

31.05.2011 - 13:59 Por Ana Machado
Os portugueses deslocados no estrangeiro e que pediram para votar por correspondência estão a ter algumas dificuldades devido a problemas com correios. E alguns não poderão mesmo votar.
Pelo menos na Venezuela e no México este problema já foi reportado. Até hoje cidadãos portugueses a residir temporariamente no estrangeiro, e que pediram para que lhes fosse enviado o boletim de voto – que depois enviam para Portugal – não receberam o boletim.
O PÚBLICO tomou contacto com um caso no México. E a agência Lusa descreve vários casos na Venezuela e Brasil, de portugueses que não receberam ainda os boletins.
Nuno Godinho de Matos, porta-voz da Comissão Nacional de Eleições, disse ao PÚBLICO que ainda não chegaram àquela instituição queixas sobre este tipo de casos. “Mas é provável que estejamos quase a receber. São serviços postais muito diferentes dos nossos, com qualidade muito inferior”, diz, frisando que este tipo de queixas, dada a diferença horária com estes países, não chegar por telefone mas sim por escrito.
“E se ainda não receberam os boletins já não vão receber”, diz sobre o facto da documentação já ter sido enviada e do prazo para reenvio, por correio expresso e ás custas do eleitor, ter de ser feito só até sexta-feira, dia 3.
Fonte da Direcção-geral da Administração Interna (DGAI) disse à Agência Lusa que para as eleições de 5 de Junho foram enviados, entre 5 e 11 de Maio, 8763 boletins de voto para África, 103.410 para as Américas, 7880 para a Ásia e Oceânia e 75.076 para a Europa.
Segundo a mesma fonte, desde 16 de Maio que estão a ser recebidas em Lisboa cartas com os primeiros votos dos emigrantes.
Além do boletim de voto, são enviados em carta registada um envelope branco endereçado aos serviços da DGAI, um subscrito verde para inserir o boletim e uma folha de instruções, devendo os eleitores remeter com o voto uma fotocópia do cartão de eleitor.

