• Primeira esplanada Time Out do mundo abre na Avenida da Liberdade
  • Petiscos com frango, das moelas à batata doce
  • O melhor e o pior da passadeira vermelha

Pedido fora feito pelo PCP

Passos não é obrigado a ir à AR explicar as secretas

09.02.2012 - 14:33 Por Sofia Rodrigues, Maria José Oliveira

  • Votar 
  •  | 
  •  22 votos 
Depois de duas horas de reunião, a Mesa da AR concluiu que o regimento não determina a comparência obrigatória Depois de duas horas de reunião, a Mesa da AR concluiu que o regimento não determina a comparência obrigatória (Enric Vives-Rubio )
Ao fim de quase duas horas de reunião, a Mesa do Parlamento decidiu que o primeiro-ministro não pode ser obrigado a responder numa comissão. PCP vai recorrer da decisão.

A Presidente da Assembleia da República (AR), Assunção Esteves, explicou aos jornalistas, depois de uma reunião com todos os membros da Mesa da AR, que o regimento não determina a comparência obrigatória do primeiro-ministro numa comissão.

Ficou assim decidido que Passos Coelho poderá recusar o pedido de audição requerido potestativamente pelo PCP e sustentado com a necessidade de o primeiro-ministro esclarecer as alegadas irregularidades no funcionamento dos serviços de informação.

Assunção Esteves afirmou ainda que, entre os argumentos invocados para fixar esta decisão, estão a “praxe parlamentar que ao longo do tempo poupa o primeiro-ministro de ir às comissões”, a “fixação [no regimento] do debate quinzenal”, e a “racionalidade no modo como se exerce o controlo político do Governo pelo Parlamento”.

“Cruzaram-se muitos argumentos”, admitiu a Presidente do Parlamento, “mas maioritariamente confluíram com a ideia de que o direito potestativo tinha uma incidência que não abrangia a comparência do primeiro-ministro”.

Este parecer da Mesa será enviado, por escrito, para a Comissão de Assuntos Constitucionais e para todos os líderes parlamentares.

Entretanto, o líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, anunciou que a sua bancada vai recorrer desta determinação para plenário. “Esta decisão é incompreensível, não fundamenta o regimento. Está a ser posto em causa o direito potestativo, o que não é admissível”, afirmou.

Estatísticas

  • 2647 leitores
  • 11 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1533003

Comentário + votado

a

Isto é caso de justiça, não é de assembleia.

Alberto

10.02.2012 00:36

X

Mais em Política (8 de 24 artigos)

Zorrinho quer Passos Coelho no Parlamento PS acusa Passos de “querer esconder alguma coisa”