• Energia de bicicletas para o DJ tocar
  • Já cheira a Verão
  • Primeira esplanada Time Out do mundo abre na Avenida da Liberdade

Moções de estratégia global

Assis quer "suspensão da comparticipação", Seguro propõe emissão conjunta de dívida

23.06.2011 - 20:09 Por São José Almeida

  • Votar 
  •  | 
  •  3 votos 
O próximo secretário-geral do PS será eleito a 22 e 23 de Julho O próximo secretário-geral do PS será eleito a 22 e 23 de Julho (Luís Po/Arquivo)
Enquanto Francisco Assis defende, "no curto prazo, a suspensão da comparticipação nacional durante o período de resgate" da dívida, António José Seguro propõe a "criação de um instrumento de emissão conjunta de dívida pública (eurobonds) que "permitiria uma nova relação com os mercados financeiros, proporcionando taxas de juro mais razoáveis".

Estas as propostas de medidas para fazer face à crise do euro que assola a União Europeia que os dois candidatos a secretário-geral do PS, a eleger a 22 e 23 de Julho, incluem nas respectivas moções de estratégia global que apresentarão ao congresso do partido (9 e 11 de Setembro).

As moções foram entregues ontem, data limite. Seguro entregou de manhã, sem comunicar sequer que o fazia à comunicação social e Assis entregou à tarde com a presença das câmaras de TV e dos jornalistas. E se Assis disponibilizou o texto completo do seu texto estratégico ao PÚBLICO, já Seguro forneceu apenas um resumo.

A solução da crise que vivemos inserida na crise europeia do euro é, aliás, alvo de uma série de medidas propostas por Assis, das quais se destaca ainda a criação de dívida europeia (eurobond, a "reforma da supervisão do sector financeiro" com a "criação de agências de rating europeias" e a "criação de um imposto europeu sobre transacções financeiras (financial transaction tax)".

Os dois candidatos ligam a solução da crise a nível europeu com uma nova visão de União Europeia mais solidária e falam sobre a necessidade desse repensar de propostas para o futuro da Europa passar pelo repensar da social-democracia em que o PS se insere.

A nível interno, refira-se que Assis faz questão de assumir a herança dos Governos do PS liderados por Sócrates, na sua moção que foi coordenada pelo sociólogo Pena Pires. Por seu lado, Seguro não se refere à governação do seu partido durante os últimos seis anos, pelo menos no resumo da moção que divulgou. Mas afirma que a sua moção é da sua autoria pessoal e inclui os contributos e propostas de "354 militantes e simpatizantes".

Revisão constitucional
Sobre a revisão constitucional, Seguro afirma-se "favorável à estabilidade do conjunto do texto constitucional" e "contra a descaracterização das funções sociais do Estado". Também Assis afirma: "Nunca aceitaremos que, a pretexto da aplicação do acordo [da troika], se concretize o projecto de desmantelamento da Constituição Social apresentado pelo PSD no Verão de 2010 e oportunamente colocado na gaveta." E enquanto defende uma reforma administrativa e coligações à esquerda para as autárquicas, Seguro está contra o fim de concelhos e recupera a regionalização.

Seguro aposta na defesa de um "Novo Ciclo" para o PS com novas regras de funcionamento interno. E promete a adopção de "um código de ética para o exercício de cargos partidários e cargos públicos". Já como partido de oposição, Seguro quer um PS que "recusa o rotativismo", que dá "prioridade ao combate à corrupção", que obriga ao "registo e transparência da actividade lobista".

Promete ainda uma "liderança colegial" e a realização de "plenários de militantes" e a "criação do Laboratório de Ideias (novo nome para o Gabinete de Estudos), desactivado desde 2004". E promete um largo debate interno sobre a organização, admitindo mesmo "a possibilidade da introdução das primárias, entre os militantes do PS, como hoje já acontece para a eleição do secretário-geral e para a eleição dos presidentes das estruturas regionais e federativas". Assim como a possibilidade de "uma alteração estatutária que traduza uma visão mais ajustada à actual realidade social e política após a entrada em vigor da Lei da Paridade".

Por seu lado, Assis propõe uma "Convenção da Esquerda Democrática" em estilo de Estados Gerais de António Guterres que abra o partido e faça regressar o debate. Promete também o reanimar do Gabinete de Estudos. E uma atenção especial aos novos movimentos sociais - defendendo a institucionalização de "um secretário nacional para os movimentos sociais" - e aos jovens, prometendo fazer um Livro Branco da Juventude. E ainda uma direcção paritária.

Estatísticas

  • 18 leitores
  • 2 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1499974

Comentário + votado

E de repente, acorda.

Bom, ao que parece, Sócrates até no próprio partido tinha o chamado "efeito eucalipto": onde se ...

Acácio Martins

24.06.2011 00:11

X

Mais em Política (9 de 9 artigos)

Carlos César bem visto por Francisco Assis para substituir Almeida Santos Francisco Assis convidou César para presidente do PS