PS confia na renovação da maioria

“As coisas subitamente mudaram muito”, reconhece Santos Silva

24.09.2009 - 12:54 Por Margarida Gomes, Leonete Botelho

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As sondagens apontam para uma vitória do PS nas eleições de domingo As sondagens apontam para uma vitória do PS nas eleições de domingo (Nuno Ferreira Santos (arquivo))
Com as sondagens a apontarem para uma vitória do PS nas eleições de domingo, os socialistas arrancaram hoje para o penúltimo dia de campanha cheios de confiança. “Não são só as sondagens, a dinâmica no terreno mostra que os portugueses estão a receber muito bem a mensagem do PS”, afirmou em Baião o secretário nacional do PS. “As coisas subitamente mudaram muito”, reconheceu Augusto Santos Silva aos jornalistas.

O actual ministro dos Assuntos Parlamentares não especificou em que momento é que isso aconteceu, mas Alberto Martins, o líder parlamentar, encontra esse ponto de viragem em Coimbra. Ali, “Manuel Alegre uniu o PS”, afirmou ao PÚBLICO. Coincidência ou não, o comício de Coimbra aconteceu no dia seguinte às notícias sobre a fonte das suspeitas de que o Governo estaria a vigiar Belém. Mas disso, já se sabe, ninguém fala no PS.

Os socialistas estão neste momento mais preocupados com os resultados eleitorais, ainda na esperança de alcançar uma nova maioria absoluta. Augusto Santos Silva lembra que “desde o início que o PS pediu a renovação da maioria para poder governar”, embora acrescente uma nota de humildade: “O povo decidirá quem quer que governe e em que condições”.

Sobre eventuais entendimentos à esquerda, Santos Silva não comenta, preferindo notar a mudança de discurso do líder do BE: “Já ouvi o dr. Louçã dizer que a grande vitória do Bloco é o PS não ter maioria absoluta, quando no início queria vencer o PS para criar uma nova força política”. Para rematar, com ironia: “Cada um ajusta as suas expectativas às suas probabilidades”.

Como prova de que as expectativas do PS estão em alta, José Sócrates deixou depois em Baião o apelo ao voto na estabilidade. “O país precisa mais do que nunca de estabilidade e de confiança. O PS é o único partido capaz de ter uma resposta contra a crise, para modernizar o país e combater as desigualdades”, sustentou, num breve discurso na rua, onde teve uma recepção calorosa.

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Comentário + votado

è muita hipocrisia

Se a hipocrisia pagasse imposto, este senhor sozinho pagava a divida publica acumulada, incluindo o ...

adriano

24.09.2009 22:42

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