Arménio Carlos : PM devia ter “mais respeito”

07.02.2012 - 17:44 Por Lusa

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O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, afirmou nesta terça-feira que o primeiro-ministro devia ter “mais respeito” pelos portugueses e exigiu “respeito” numa altura em que o Governo aplica consecutivas medidas de austeridade, promotoras de injustiça social.

“O senhor primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, devia ter mais respeito pelos portugueses. É caso para perguntar: será que os trabalhadores que ganham o salário mínimo nacional neste momento e cujos descontos para a segurança social ficam com um rendimento inferior ao valor do limiar da pobreza são piegas”, disse Arménio Carlos aos jornalistas, depois de uma audição na Comissão Eventual para Acompanhamento das Medidas do Programa de Assistência Financeira a Portugal.

Arménio Carlos repudiou as declarações de Passos Coelho, segundo as quais os portugueses têm de deixar de ser “piegas”, dizendo que os portugueses “não são piegas, mas acima de tudo pessoas”.

“Não nos parece que sejamos piegas, o que nós somos acima de tudo é pessoas que exigem ser respeitadas e que não se resignam perante as injustiças, as desigualdades e o empobrecimento generalizado que a política deste Governo está a colocar o país”, reforçou o sindicalista.

Apelou, por isso, ao protesto de todos e à adesão na manifestação nacional encetada pela CGTP, no próximo dia 11 de Fevereiro.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro apelou aos portugueses para serem “mais exigentes”, “menos complacentes” e “menos piegas” porque só assim será possível ganhar credibilidade e criar condições para superar a crise.

Para Passos Coelho, “hoje, mais do que nunca”, é preciso “enfatizar a relevância” de os portugueses serem “totalmente exigentes e nada complacentes com a facilidade”, apelando à “transformação de velhas estruturas e velhos comportamentos muito preguiçosos ou, às vezes, demasiado autocentrados”, por outros “descomplexados, mais abertos, mais competitivos”.

A este propósito, deu como exemplo da “diferença” entre uma atitude ambiciosa e exigente e outra “agarrada ao passado” o debate em torno da tolerância de ponto no Carnaval, considerando que há quem prefira continuar a “lamentar-se com as medidas, com os feriados, com o Carnaval” em vez de lançar “mãos à obra”.

“Devemos persistir, ser exigentes, não sermos piegas e ter pena dos alunos, coitadinhos, que sofrem tanto para aprender”, ilustrou, considerando que só com “persistência”, “exigência” e “intransigência” o país terá “credibilidade”.

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Diz-se que quem não respeita, é malcriado / as medidas do governo, contra os mais desfavorecidos, ...

patrícia

07.02.2012 18:04

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