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Divergência com Vieira da Silva

António Vitorino discorda do uso da expressão "espionagem política"

17.11.2009 - 10:24 Por PÚBLICO

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Tanto Vitorino como Vera Jardim discordam de Vieira da Silva quando fala em "espionagem política" Tanto Vitorino como Vera Jardim discordam de Vieira da Silva quando fala em "espionagem política" (Nuno Ferreira dos Santos)
António Vitorino não partilha da opinião do ministro Vieira da Silva, que foi também subscrita pelo ministro Augusto Santos Silva, de que, no processo Face Oculta, o país assistiu a situações de espionagem política – uma posição assumida pelos dois governantes por causa das escutas a José Sócrates e a Armando Vara. No espaço de opinião na RTP ontem à noite, Vitorino afirmou não concordar com esta posição.

“Eu acho que ‘espionagem política’ é uma expressão excessiva e inadequada. Suponho que há aqui uma intencionalidade, um centro difusor qualquer, e, manifestamente, essa interpretação parece-me que faz subir a temperatura política, mas não ajuda ao esclarecimento da questão, e o esclarecimento da questão é: há, ou não há, vulnerabilidades na utilização do sistema de escutas em Portugal?”

Por seu lado, Vera Jardim, antigo ministro da Justiça, também afirmou á Rádio Renascença não concordar com a tese defendida por Vieira da Silva, acrescentando que “a justiça não se deixa condicionar por esse tipo de comentários”.

“Eu acho que se fala demais hoje. Os agentes da justiça e as altas entidades da justiça, se me permitem a crítica, acho que se fala de mais. Era bom falar de menos. Falar na altura própria, falar quando é preciso, quando é necessário e quando é legalmente exigível. Acho que se fala demais e isso cria algum ruído”, afirmou.

Vera Jardim falava no programa "Falar Claro", em que Morais Sarmento considerou graves as acusações de “espionagem política” por parte de membros do Governo: “Mas grave ainda é que apareçam responsáveis que não são descuidados a dizer que há uma ‘espionagem política’. Estão a dizer que o responsável da Polícia Judiciária, o magistrado do Ministério Público e o magistrado judicial que concluíram pela existência de indícios de prática de crime pelo primeiro-ministro naquelas conversas estavam a fazer espionagem?!”

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Objectividade

O Público esquece de referir (omite) o que foi mais relevante na intervenção de ...

Anónimo

17.11.2009 11:39

X

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