António José Seguro: "percepção de que os deputados são absentistas adensou-se" 
09.12.2008 - 18:29 Por Lusa
O socialista António José Seguro, considera que as faltas dos deputados na votação de sexta-feira, apesar de graves, foram um episódio incomum e deram a percepção errada que existe uma grande abstenção no Parlamento. No entanto, o ministro-adjunto do Governo de António Guterres, defendeu que o número de faltas está a diminuir.
No comentário do deputado e presidente da Comissão Parlamentar de Educação e Ciência, José Seguro começa por dizer que a ausência de 40 deputados, no passado dia 05 de Dezembro, afectou a imagem da Assembleia da República. “A percepção de que os deputados são absentistas adensou-se junto dos portugueses”, escreveu no blogue do seu site www.antoniojoseseguro.com.
“Mas esta percepção não corresponde à realidade como comprovam os números da última sessão legislativa. Entre Setembro de 2007 e Julho de 2008, a percentagem de faltas, justificadas e injustificadas, dos Deputados foi inferior a 9%, nas 109 reuniões plenárias efectuadas”, explicou o deputado.
No entanto, em relação ao caso concreto ocorrido na sexta-feira, o dirigente socialista considera ser "inegável que o número de deputados ausentes é muito elevado".
"Ora, os deputados ausentes (alguns em trabalho parlamentar) das votações correspondem a cerca de 20 por cento dos parlamentares. Pergunto: pode o Parlamento português ser prejudicado por causa de, no máximo, um quinto dos seus membros? A resposta é obviamente que não", sustentou.
Para António José Seguro, neste caso, "a responsabilidade não é do Parlamento, mas sim de cada um dos deputados que faltaram injustificadamente à votação".
"É a esses deputados e não à Assembleia da República que têm de ser pedidas responsabilidades", acrescentou, dizendo que, agora, na sequência da última reforma do Parlamento, para se apurar quem é absentista, basta consultar a página na Assembleia da República.

