António Costa: SNBPC fez "tudo o que lhe competia" nos fogos em Coimbra

26.08.2005 - 12:49 Por Lusa, PUBLICO.PT
O ministro da Administração Interna reafirmou hoje, em Coimbra, a sua confiança no Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) e no comandante distrital, considerando que "fizeram tudo o que lhes competia fazer" no combate aos fogos no distrito.
"O comandante distrital e o Serviço Nacional de Bombeiros podem estar de consciência tranquila sobre terem feito tudo o que lhes competia fazer relativamente aos fogos em Coimbra. Só espero que todas as outras instituições possam estar de consciência tão tranquila como aquela que o SNBPC tem", frisou António Costa.
O ministro visitou esta manhã o quartel dos Bombeiros Voluntários de Brasfemes, concelho de Coimbra, onde tomou o pequeno-almoço com os elementos das sete corporações da Região Autónoma dos Açores envolvidos no combate aos fogos no Continente. António Costa agradeceu a estes bombeiros a sua disponibilidade, que classificou como "um gesto particularmente bonito de patriotismo".
"Creio que não é altura para entrarmos em polémicas. É lamentável que, ao contrário do que tem sido o comportamento exemplar da generalidade das autarquias portuguesas onde todos temos conseguido trabalhar de mãos dadas para fazer o seu melhor (...), tenha havido algumas autarquias, felizmente pouquíssimas, que não tenham percebido que era isso que a sua responsabilidade lhes exigia", sustentou ainda António Costa.
O presidente e o vice-presidente da Câmara de Coimbra criticaram ao longo da semana a actuação dos meios aéreos no ataque às várias frentes de fogo que penetraram no concelho a partir de domingo, oriundas de municípios vizinhos, considerando-a insuficiente e tardia.
O ministro António Costa reafirmou a sua confiança no comandante nacional das Operações de Socorro do SNBPC, Gil Martins, e no responsável operacional distrital de Coimbra, António Bernardes.
Para António Costa, este ano regista um “extraordinário aumento do número de ocorrências - mais 75 por cento de ignições do que em 2004”. Isto deve-se, segundo o ministro, ao elevado risco de incêndios no país e não à falta de meios aéreos.
"Não há dispositivo que possa estar concebido para situações com este grau de anormalidade - para estas existem mecanismos excepcionais como o que accionámos no fim-de-semana, de solidariedade europeia", sustentou.
Na visita, António Costa era acompanhado pelo secretário de Estado da Administração Interna, Ascenso Simões, pelo secretário regional dos Açores da Habitação e Equipamento, José Contente, pelo comandante do SNBPC e pelo presidente da Autoridade Nacional para os Incêndios Florestais, general Ferreira do Amaral.
Ao início da tarde de hoje, o SNBPC não registava qualquer incêndio no continente. Apesar disso, mantêm-se no terreno 142 bombeiros e 41 veículos.

