António Costa e Santana Lopes taco-a-taco na corrida à Câmara de Lisboa

06.07.2009 - 08:50 Por PÚBLICO
António Costa e Pedro Santana Lopes estão empatados na corrida à Câmara de Lisboa, encontrando-se separados apenas por um ponto percentual. Segundo uma sondagem feita pela Universidade Católica para o JN/DN/RTP/Antena 1, o candidato do PS, António Costa, recolhe 38 por cento das intenções de voto dos lisboetas e Pedro Santana Lopes, da coligação Lisboa com Sentido, que congrega PSD, CDS-PP, MPT e PPM, 37 por cento.
O BE sobe para terceira força mais votada na capital recebendo 9 por cento das intenções de voto e CDU cai para o quarto lugar com 7 por cento da votação (menos 2,5 por cento dos votos alcançados nas eleições intercalares de 2007).
O Movimento Cidadãos por Lisboa, liderado por Helena Roseta, regista 6 por cento da votação, uma posição que se altera quando os inquiridos são questionados sobre a pessoa com mais qualidades para presidir à Câmara de Lisboa. Perante a pergunta em que contam os nomes e não os símbolos partidários, a actual vereadora, Helena Roseta, surge em terceiro lugar (com 12 por cento) como a pessoa mais indicada para ser um bom presidente de Câmara, à frente de Ruben de Carvalho (CDU) e de Luís Fazenda (BE). António Costa, que se recandidata, alcança 30 por cento e Pedro Santana Lopes 27 por cento.
Apesar de algumas decisões polémicas que marcaram os últimos meses do seu mandato na autarquia, o actual presidente merece uma avaliação globalmente positiva por parte de 36 por cento dos inquiridos. Apenas 15 por cento dos lisboetas inquiridos avaliam de forma globalmente negativa a sua prestação e 42 por cento consideração que a sua actuação não é nem uma coisa nem outra.
Tal como o Movimento "Cidadãos por Lisboa", também a CDU cai nas intenções de voto, sendo ultrapassada pelo BE pela primeira vez em eleições autárquicas. O cabeça de lista desta força política, um histórico em Lisboa, é reconhecido por 4 por cento dos inquiridos, um terço de Helena Roseta.
Em termos globais, os partidos de Esquerda reforçam a sua posição, mas graças ao crescimento do PS. Quando comparado com os resultados eleitorais de 2007, BE, CDU e Movimento "Cidadãos por Lisboa" perdem votos.
"A vitória é possível", diz Costa
Em declarações ao "Jornal de Notícias" António Costa afirma que esta sondagem “é um sinal de confiança, uma clara subida em relação aos resultados de há dois anos (29,5 por cento) e a indicação de que mesmo contra a coligação de toda a direita, a vitória é possível”. “Vamos continuar a trabalhar para continuar a merecer a confiança dos lisboetas”, promete.
Pedro Santana Lopes afirma: “A evolução positiva que se vai verificando desde há meses (a última sondagem, de Dezembro, dava-nos uma desvantagem de cerca de 15 por cento), mas não quero fazer qualquer comentário ou análise política”. “Tenho a minha estratégia delineada. As sondagens são um indicador a ter em conta, a ser estudado, mas há ainda muito trabalho a fazer”, afirma mo ex-presidente da Câmara de Lisboa.
"Há uma disputa muito próxima das forças políticas em relação à presidência da Câmara, com vantagem para o actual presidente, António Costa. Há ainda um reforço das forças à esquerda do PS, com especial destaque para o Bloco de Esquerda”, declara, por seu lado, Luís Fazenda. Quanto às principais preocupações apontadas - criminalidade e degradação dos edifícios -, são aqueles que têm a ver com a decadência da cidade de Lisboa. São aspectos extremos”, sublinha o cabeça de lista dos bloquistas.
Os candidatos Helena Roseta e Ruben de Carvalho não comentaram a sondagem.
Com as eleições à porta, as principais preocupações dos lisboetas são degradação dos edifícios, criminalidade, excesso de trânsito, falta de habitação a preços acessíveis e sujidade nas ruas e espaços verdes.

