Cumprindo mais uma tradição socialista, depois do almoço na Trindade, Manuel Alegre desceu o Chiado, arrastando atrás de si uma multidão que o seguiu ao Terreiro do Paço.
Precedido por um grupo de bombos, o candidato apoiado pelo PS, Bloco de Esquerda e PCTP/MRPP desceu a rua Garrett, do Carmo, atravessou o Rossio e prosseguiu pela rua Augusta. Sempre acompanhado por socialistas (Almeida Santos, António Costa, Vera Jardim, Maria de Belém e Edite Estrela), bloquistas (Francisco Louçã) e nem sequer faltou o seu mais recente apoiante, Garcia Pereira, líder do MRPP.
O “staff” da candidatura distribuiu rosas vermelhas e bandeiras. E sob os gritos de “Alegre é urgente seres o nosso Presidente”, o candidato cumpriu uma das iniciativas quase obrigatórias em campanhas eleitorais. Ao longo de todo o percurso ia olhando para os edifícios, mas poucas pessoas assomaram às janelas e varandas.
Já na Baixa, e depois de os apoiantes contornarem uma carrinha-palco da candidatura de Francisco Lopes (que hoje fará também uma arruada no centro da capital), os jovens que integram a sua comitiva ensaiaram um outro “slogan” – “Alegre, amigo, o povo está contigo” –, mas as vozes depressa desmaiaram. Só junto ao arco da rua Augusta, voltaram a ouvir-se gritos de “Alegre, Alegre” e muitos aplausos.
O candidato foi levado em ombros até ao seu automóvel.
Esta noite, no Coliseu de Lisboa, o comício (a partir das 21h00) contará com as intervenções de Francisco Louçã, António Costa, Hélia Correia e Manuel Alegre.


