Crise política

Alegre estranha “convergência” entre Esquerda e Direita sem alternativas

24.03.2011 - 00:47 Por Lusa

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O socialista Manuel Alegre, antigo deputado e candidato à Presidência da República, criticou os restantes partidos com assento parlamentar, numa “estranha convergência entre Esquerda e Direita” sem apresentarem programas alternativos e Cavaco Silva por “nada fazer”.

“Era uma crise anunciada e durante a campanha presidencial chamei a atenção para o facto de uma eventual reeleição do actual Presidente poder ser favorável à abertura de uma crise política por parte dos partidos que o apoiaram, nomeadamente o PSD. E quando a crise se desencadeou o Presidente não interveio, nada fez”, disse à Lusa, sublinhando o tom “de rotura” do discurso de tomada de posse de Cavaco Silva.

Alegre considerou que “Portugal está numa situação muito difícil, em estado de emergência", citando outro socialista, Jorge Sampaio, e defendendo que “devia ter havido um esforço de compromisso” porque “às vezes é preciso mais coragem para fazer a Paz do que para fazer a Guerra”.

“Verificou-se uma convergência estranha entre Esquerda e Direita, que não acontece em nenhum outro país europeu, com o objectivo de chumbar o PEC e ter como consequência o derrube do Governo”, continuou.

Alegre exortou ainda os restantes partidos - a “coligação negativa sem propostas alternativas” - a “falar claro aos Portugueses”, no sentido de apresentarem as suas propostas e mostrou-se seguro de que vão ser realizadas eleições antecipadas.

O jurista e poeta não acredita que, depois de PSD e PS irem protagonizar o principal confronto nas Legislativas, não virão a fazer qualquer acordo, devido às ideologias completamente diferentes.

O primeiro-ministro, José Sócrates, apresentou hoje a demissão ao Presidente da República por considerar que ficou sem condições para governar, depois de o Parlamento ter aprovado resoluções de rejeição de toda a Oposição ao chamado PEC 4, proposto pelo Governo.

O pedido de demissão de José Sócrates foi anunciado pela Presidência da República que, contudo, salienta que o Governo se mantém “na plenitude de funções até à aceitação daquele pedido”.

Cavaco Silva irá promover sexta-feira audiências com os partidos com assento parlamentar.


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Convergência entre esquerda e direita

Manuel Alegre, como sempre anda à deriva, tentando de algum modo ganhar protagonismo. De facto o ...

Anónimo

24.03.2011 09:51

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