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Reacção

Alcaide de Olivença diz que Guerra das Laranjas “é uma história de amor”

23.02.2012 - 15:32 Por Carlos Dias

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“Não temos nada contra Portugal, mas sentimo-nos espanhóis”, diz Bernardino Píriz “Não temos nada contra Portugal, mas sentimo-nos espanhóis”, diz Bernardino Píriz (Foto: Paulo Ricca)
O alcaide de Olivença, Bernardino Píriz, eleito em lista do Partido Popular espanhol, pronunciou-se, nesta quarta-feira, contra a posição assumida pelo grupo de seis deputados socialistas portugueses.

Interpreta a sua posição – de solicitar ao Governo português que interceda junto do executivo espanhol para que impeça a peça de teatro que pretende fazer a reconstituição histórica da anexação de Olivença – como uma acção concertada que tem por detrás o anterior alcaide Ramón Rocha, a associação oliventina “Amigos de Portugal” e o presidente da Câmara Municipal de Elvas, Rondão de Almeida.

A reacção de Píriz foi divulgada na edição de quarta-feira do matutino Hoy, onde acusa a associação “Amigos de Portugal” de ter veiculado “mentiras” sobre a reconstituição histórica que pretende fazer sobre a Guerra das Laranjas, ocorrida em 1801, e que levou à anexação do território que continua a ser reclamado por Portugal.

O alcaide considera que a peça de teatro é “basicamente uma historia de amor”, que tem início em 1297, quase 600 anos antes da Guerra das Laranjas.

Inconformado com a polémica gerada à volta do evento histórico, Bernardino Píriz assume que vai convidar os deputados socialistas, para assistirem à reconstituição histórica no próximo dia 2 de Junho, para a qual já conta, garante, com a “colaboração” de algumas localidades portuguesas vizinhas de Olivença, sem referir quais.

Também o autor daquela obra sobre a Guerra das Laranjas, Isidro Leyva, declarou ao mesmo jornal que o objectivo da representação teatral não é “gerar polémicas ou controvérsias”.

Reagindo à pergunta que lhe foi formulada pelo jornal, se o povo de Olivença se sente espanhol ou português, o alcaide respondeu desta forma: “Não temos nada contra Portugal, mas sentimo-nos espanhóis.”


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Comentário + votado

"Sentimo-nos espanhóis"

Se isso é verdade por que não se autoriza a realização de um referendo?

Olindo Iglesias

23.02.2012 16:32

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