O presidente do Grupo Parlamentar do PS, Alberto Martins, lamentou hoje a morte de Carlos Candal, destacando que o histórico socialista é "uma grande figura da democracia portuguesa" e "um símbolo de generosidade, de juventude, de um futuro melhor".
A notícia da morte de Carlos Candal foi conhecida hoje de manhã enquanto decorria a reunião da bancada parlamentar socialista, que homenageou o fundador do partido com "um minuto de silêncio muito sentido", disse aos jornalistas Alberto Martins, no final no encontro dos deputados do PS.
O histórico do PS era pai de Afonso Candal, da direcção do Grupo Parlamentar.
"É uma grande figura da democracia portuguesa. Teve muita importância na fundação da democracia e no Partido Socialista", afirmou Alberto Martins, recordando que Carlos Candal destacou-se também na juventude ao tornar-se presidente da Associação Académica de Coimbra, em 1962, "num momento particularmente importante, em que a esquerda ganha pela primeira vez depois de longos anos de direcções de direita",
Carlos Candal, que foi deputado à Assembleia da República, era um "amigo e companheiro".
"É uma perda que nos sensibiliza muito, que nos emociona muito. É um bocadinho de nós próprios que vai, da nossa história, da nossa vida, do nosso companheirismo", acrescentou Alberto Martins.
Carlos Candal morreu hoje nos Hospitais da Universidade de Coimbra.
Nascido a 1 de Junho de 1938, foi membro fundador do Partido Socialista e deputado por aquele partido na Assembleia Constituinte, na Assembleia da República em diversas legislaturas e no Parlamento Europeu.


