Alberto João Jardim diz que moção de censura foi "favor" de Portas a Sócrates

17.06.2009 - 20:40 Por Lusa
O presidente do Governo Regional da Madeira disse hoje que a moção de censura do CDS ao Governo de José Sócrates foi um "favor" de Paulo Portas ao primeiro-ministro e "uma perda de tempo e de dinheiro".
"A moção de censura não faz qualquer sentido, foi um truque do dr. Paulo portas para ter palco e para dar palco ao engenheiro José Sócrates porque não se justifica, de forma alguma, a três ou quatro meses de eleições legislativas, apresentar uma moção de censura a um governo que tem maioria absoluta", disse à margem da entrega de uma ambulância aos Bombeiros Municipais de Machico.
Para João Jardim, a moção de censura, votada pelo PSD e CDS, mas rejeitada pelo PS e com a abstenção do BE, PCP e dos Verdes, representou uma perda de "tempo e dinheiro" para o país.
Disse ainda não perceber a razão pela qual o PSD nacional continua a insistir em discutir a questão do comboio de alta velocidade, dado que "o PSD é que teve a iniciativa de pensar o TGV".
"Não percebo porque se há-de ter um retrocesso", declarou.
O governante madeirense criticou ainda o voto obrigatório sugerido pelo seu homólogo dos Açores, Carlos César, mas disse não ter ficado surpreendido.
"O PS tornou-se num partido repressivo e persecutório, é o partido que mais faz denúncias e queixas, tem uma cultura policial, é um partido de cultura policial e pidesca", referiu.
"Não me surpreende que, dentro dessa cultura pidesca, também queira obrigar as pessoas a votar se as pessoas não querem votar", concluiu.
A ambulância entregue aos BMM representa um investimento superior a 49 mil euros.

