Alberto João Jardim critica "grupos" do partido que impediram a sua candidatura à liderança

12.01.2009 - 22:54 Por Lusa
O presidente do Governo Regional da Madeira escusou-se hoje a esclarecer se tenciona candidar-se à liderança do PSD mas aproveitou a entrevista que deu à SIC, hoje à noite, para criticar "grupos internos" do partido por terem impedido, no passado, a sua candidatura.
Questionado insistentemente pelo jornalista Mário Crespo se tenciona candidatar-se à liderança do PSD, o dirigente social-democrata respondeu, perguntando: "Como é que vou assumir responsabilidades se não me querem?".
Alberto João Jardim criticou o "travão" de "grupos internos, movimentações" no PSD à sua candidatura, no passado, referindo que, na "última crise" do partido, foi apontado por esses "grupos" como "quarto candidato".
"O objectivo era unir [o partido]", afirmou, pelo que, justificou, recusou avançar, perante "tontices internas", para a liderança do partido, da qual se havia demitido Luís Filipe Menezes alegando pressões da oposição interna.
Alberto João Jardim voltou hoje a desafiar a direcção do PSD a "fazer um exame de consciência" à actuação daquele órgão partidário até ao fim de Fevereiro.
"O PSD tem o dever nacional de ganhar as eleições [legislativas, de Outubro] e de ser alternativa [ao actual Governo PS]", sustentou, acrescentando que o partido "será um problema" para o País "se não for capaz de ganhar as eleições e correr com esta gente, o Sr. Sócrates [primeiro-ministro e secretário-geral do PS] e o grupo que domina o Partido Socialista".
O presidente do Governo Regional da Madeira elogiou ainda as "qualidades excepcionais" da líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, e revelou que a acompanhará na corrida às legislativas se estiver "convicta de que vai ganhar as eleições".
"Não jogo para empatar", frisou Alberto João Jardim.

