Alberto João Jardim: crescimento de 0,6 por cento é mandar Portugal “mais para o fundo”

15.10.2008 - 16:00 Por Lusa
O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, disse hoje que Portugal está “abúlico” e que o crescimento de 0,6 por cento para 2009 previsto no Orçamento representa mandar o país “ainda mais para o fundo”.
No final de uma reunião com a Câmara Municipal de Santa Cruz, e instado a pronunciar-se sobre o Orçamento para 2009, que projecta um crescimento de 0,6 por cento, Alberto João Jardim lembrou que a Região Autónoma da Madeira tem crescido nas últimas décadas seis, cinco e três por cento ao ano, “mesmo na fase do aperto socialista”, pelo que “0,6 por cento é o país a não crescer”.
Alberto João Jardim diz ser de “gargalhada” a intervenção do ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, ao defender o controlo do défice público em 2,2 por cento no momento em que a própria Comissão Europeia considera necessário ser mais tolerante para com o rigor do défice público porque a “economia tem que ser injectada”.
“Vem este ministro das Finanças dizer que não, vou manter o défice em 2,2 por cento e vou fazer um crescimento de 0,6 por cento. Ouvi-lo, é de gargalhada!”, disse à comunicação social.
O “terceto do mal”
“Este país está tão abúlico, tão vencido, tão destruído psicologicamente, tão em baixo, que vem um ministro das Finanças dizer que o país vai crescer 0,6 por cento e o país aceita. Ora 0,6 por cento é mandar isto [Portugal] ainda mais para o fundo”, alerta.
Relativamente ao corte de 1,9 milhões de euros do Orçamento de Estado para a Madeira, Alberto João Jardim diz ser obra do “terceto do mal”, constituído pelo primeiro-ministro, ministro das Finanças e por “aquele indivíduo sinistro da comunicação social, um senhor Silva qualquer”. “Este terceto é, de facto, uma maravilha”, concluiu.
Para fazer um balanço às obras em curso do Governo Regional e planear o Orçamento Regional de 2009, o presidente do Governo Regional reúne-se ainda hoje com as Câmaras da Calheta e do Porto Moniz, e quinta-feira com a autarquia do Funchal. A 22 de Outubro reúne-se com a Câmara do Porto Santo.

