"Tenho conhecimento que [Alberto João Jardim] mandou uma pessoa à feira de Cantão para comprar coisas e poder ganhar as eleições." A revelação foi feita ontem, por Y Ping Chow, presidente da Liga dos Chineses em Portugal (LCP), que acompanhou uma delegação dos TSD numa visita em Vila do Conde, onde existe uma numerosa comunidade de comerciantes da China.
Frisou que a visita conferiu "apoio moral e político" à comunidade chinesa após as declarações do presidente do Governo da Madeira que disse não querer chineses e indianos no arquipélago. No entender do dirigente da LCP, as afirmações "prejudicaram o país, o PSD e a Madeira". "Um político tem de ter a sua dignidade e personalidade", clama Y Ping Chow, que admite que houve uma instalação maciça de comerciantes chineses na Madeira.
"No mês de Novembro, visitei a Madeira e tinha poucas lojas. De repente 'explodiu' [a presença de chineses], porque as que estavam lá trabalhavam muito bem. Agora está a começar a baixar [o negócio], ou seja, os chineses estão a fazer um pouco de concorrência aos portugueses, mas também aos próprio chineses", diz Y Ping Chow, que, numa "contabilidade não oficial", estima que no arquipélago não estejam mais do que "150, 200" chineses dos "15 mil" instalados em todo o território nacional.
Acrescenta que quase todos os comerciantes "pagam a segurança social", mas raramente fazem utilização das benesses. "Sentem-se mal em pedir subsídios de emprego, de baixa ou de casamento", explicou.


