O presidente do PSD-Madeira, Alberto João Jardim, anunciou hoje que quer ser novamente candidato à presidência do governo regional da Madeira.
Jardim discursava no jantar de Natal do PSD-M, que reúne mais de 1500 militantes no Madeira Tecnopolo.
“É aqui, hoje, esta noite perante vós que eu digo: sou novamente candidato”, declarou o líder madeirense que preside ao executivo desta Região Autónoma desde 1978.
Jardim referiu que esta decisão surge para “responder também ao momento de ataques mais vis e ignóbeis em que uma garotada, uma canalha, está fazer como nunca nestes 30 anos ao PSD”.
“Formou-se uma união da maçonaria da Madeira Velha, dos socialistas e dos comunistas que estão todos junto num ataque ao PSD onde vale tudo”, disse Jardim.
“E em Outubro será a última das grandes batalhas, porque se mais uma vez rebentarmos com esta união de interesses teremos por algum tempo – porque essa batalha vai ser decisiva e se for ganha como as outras – paz e sossego”, declarou. “Eles estão metidos numa alhada da qual não vão sair com facilidade”, frisou.
“A oposição nesta terra não é alternativa, porque são zero e naquelas criaturas não há uma única cabeça que se aproveite”, sublinhou.
Criticou ainda o apoio que tem de alguns sectores da comunicação social que “não passam de gravadores da oposição”.
Jardim alertou que em 2011, tendo em conta as “dificuldades que o país vai atravessar, os socialista em Lisboa vão precisar de manobras de diversão para desviar as atenções da desgraça e pouca vergonha em que mergulharam Portugal”.
“Aqui na Madeira, como vai haver eleições regionais em 2011, eles vão tentar derivar a atenção para cima da Madeira. A Madeira vai constituir uma manobra de diversão para eles, numa tentativa de estar a salvar aquele cadáver que é já aquele governo socialista”, argumentou.
Defendeu ainda que o PSD-M tem de saber fazer o “salto geracional”, uma estratégica em que espera contar com o apoio e compreensão dos “companheiros mais velhos” e avisou que o futuro do partido “não pode ser discutido na praça pública a brincar aos delfins”.
O líder insular sustentou igualmente ser necessário o PSD-M “ajudar a mudar Portugal, independentemente daquilo que faça o PSD nacional” e “lutar contra o sistema que já Sá Carneiro condenava”.
“E não pode haver medo. O sistema político tem que cair”, disse.
“A luta começa já nas próximas eleições presidenciais a 23 Janeiro e Cavaco Silva é a escolha certa, ele pode ser o primeiro passo para a grande mudança”.
Realçou que o candidato presidencial vai estar num jantar na Madeira a 3 de Janeiro, neste mesmo local, e que os madeirenses vão dizer-lhe que “há uma coisa que é intocável, os direitos do povo madeirense, a autonomia da Madeira”.
Depois de discursar e questionado pelos jornalistas se o próximo mandato era para levar até ao fim, respondeu: “Deixem-me primeiro ganhar as eleições”.
Notícia actualizada às 22h38


