Aguiar-Branco pede ao novo líder para acabar com as “trincheiras e guerrilhas internas” no PSD

27.03.2010 - 01:01 Por Margarida Gomes

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Chegou com num sorriso tranquilo e uma confiança inabalável na vitória, mas os resultados conhecidos quase uma hora depois abalavam a confiança de José Pedro Aguiar-Branco com que ontem entrara na sede da distrital do Porto do PSD. Passavam 35 minutos das 23h00, quando chegou à sede da distrital do PSD. Ouviram-se algumas palmas, poucas, e gritos de PSD! PSD! PSD.

Acompanhado da mulher, Helena Aguiar-Branco, o candidato à liderança do partido mostrou-se satisfeito com a mobilização dos militantes e declarou mesmo que estas eleições directas para a escolha do futuro líder do partido foram fundamentais para a mobilização do PSD. “Os militantes reviram-se nestas candidaturas e eu fico muito satisfeito se a votação for uma votação maciça, é bom para a afirmação do partido”, declarou o líder da bancada parlamentar aos jornalistas à chegada à sede da distrital portuense social-democrata, onde votara horas antes.

Conhecidos os resultados, José Pedro Aguiar-Branco desceu à sala onde se encontravam os jornalistas e alguns militantes para pedir ao novo líder do partido, Pedro Passos Coelho, a quem felicitou, que una o partido. “É tempo de acabar com as guerrilhas e as trincheiras internas que dividem o nosso partido”. A sala aplaudiu, mas a maior ovação ouviu-se quando Aguiar-Branco se dirigiu ao novo presidente, em tom de desafio, dizendo que “é fundamental ter a coragem para levar o caso TVI até ao fim”. Antes havia pedido para reforçar a capacidade de mobilização do PSD, tendo também apelado à necessidade de se repensar no modelo organizacional do partido. “É preciso fazer qualquer cosia, sem medos nem tacticismos”. Num rápido balanço da campanha, em que poucos acreditaram, Aguiar-Branco contou que não teve “camiões, call-centers, nem claques”, mas que serviu para uma demonstração de unidade do partido. “Foi uma campanha feita à moda antiga, genuína”, declarou, sem interesses tácticos”.

Quando chegou à sede do PSD do Porto, José Pedro Aguiar-Branco declarou-se completamente tranquilo. Negou qualquer nervosismo e chegou a perguntar perante a insistência dos jornalistas:” Como é que uma pessoa pode estar ansiosa se está dentro de portas, numa candidatura do PSD, numa afirmação com companheiros, com militantes, estou perfeitamente tranquilo. Há 34 anos mais ou menos que milito no PSD, participei já em muitas eleições, já fui candidato a muitas situações dentro do PSD e eu espero que o resultado seja um resultado que permitam estar calmo daqui a um bocadinho”.

Eram meia-noite e doze minutos quando Lino Ferreira, presidente da mesa, anunciou os resultados do Porto que deram a vitória a Paulo Rangel que conquistou 416 votos, seguido de Pedro Passos Coelho com 404. José Pedro Aguiar-Branco ficou-se pelos 206, enquanto Castanheira Barros teve 2 sufrágios.

No Porto, votaram 1034 militantes num universo de 1741 inscritos com direito a voto.

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