O líder parlamentar do PSD argumentou hoje que não é necessário um aumento de impostos até 2013 para reduzir o défice, defendendo que isso deve conseguir-se "pela via da despesa e não pela via da receita".
O governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, considerou hoje que será necessário "um aumento de impostos, não em 2010, mas até 2013", para reduzir o défice.
Questionado sobre a opinião do governador do Banco de Portugal, durante as jornadas parlamentares do PSD, em Espinho, José Pedro Aguiar-Branco declarou: "Nós apostamos sempre na diminuição da despesa. Parece-me que é essa a matéria que deve ser tratada para contermos e diminuirmos o défice".
"Nós dissemos no passado que a dita consolidação das contas públicas tinha sido feita no anterior Governo à custa do aumento da receita e não é por aí que nós deveremos ir. Deve ser no sentido da contenção e da diminuição das despesas que nós devemos avançar", reforçou.
Por outro lado, Aguiar-Branco foi questionado sobre a posição do professor universitário de Direito Paulo Pinto de Albuquerque, que esta tarde, nas jornadas parlamentares do PSD, defendeu que o procurador-geral da república deve esclarecer os portugueses sobre o teor das escutas ao primeiro-ministro.
Paulo Pinto de Albuquerque defendeu que o PSD, enquanto partido da oposição, deve exigir esse esclarecimento ao procurador-geral da república.
"Eu já me pronunciei hoje sobre essa matéria e aqui, numa sessão aberta à comunicação social, o professor Pinto de Albuquerque exprimiu a sua posição e deu uma indicação do que ele entendia que devia ser feito. Quanto ao resto, eu já disse hoje de manhã e não tenho razões para alterar aquilo que disse", declarou o líder parlamentar do PSD.
Hoje de manhã, em declarações aos jornalistas, José Pedro Aguiar-Branco exigiu explicações do ministro da Economia, Vieira da Silva, sobre a opinião que manifestou em relação às escutas ao primeiro-ministro, acusando o procurador-geral da república de ter sido insensível a esses "ataques de membros do Governo".
Além disso, Aguiar-Branco considerou que a forma como Pinto Monteiro tem "agido e comunicado" a propósito do caso das escutas ao primeiro-ministro "tem sido pouco exigente e tem contribuído mais para confundir do que para esclarecer".


