Desmarca-se de querelas internas

Aguiar-Branco convoca PSD para fazer oposição

03.11.2009 - 00:03 Por Filomena Fontes

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
O líder parlamentar criticou a guerra de nomes que se instalou na última semana O líder parlamentar criticou a guerra de nomes que se instalou na última semana (Daniel Rocha (arquivo))
“Não há pausas para a oposição parlamentar.”. O aviso é de José Pedro Aguiar-Branco, o líder da bancada parlamentar do PSD, que tem pela frente, já esta semana, o debate do programa do Governo.

Colocando-se deliberadamente acima da querela interna em torno da sucessão de Manuela Ferreira Leite, Aguiar-Branco tenta fazer uma espécie de ponto de ordem, convocando o partido a não dar trunfos aos adversários, dividindo-sedigladiando-se em torno dos putativos candidatos à sucessão de Manuela Ferreira Leite na liderança do PSD.

“É extemporâneo levantar agora essa questão, desrespeitando a decisão aprovada em Conselho Nacional de adiar as eleições internas para depois da aprovação do Orçamento de Estado”, declarou ao PÚBLICO, convergindo, “neste ponto”, com as críticas que Marcelo Rebelo de Sousa deixou na RTP1, anteontem.

Mas o comboio está em marcha. E Marcelo, que disse que “a última semana não foi feliz para o PSD”, que criticou “a guerra de nomes” que se instalou no partido” e a luta de facções entre os apoiantes de Ferreira Leite e os de Pedro Passos Coelho, não se colocou ainda fora da corrida. “A questão não é ser candidato. É haver ou não condições de unidade”, afirmou. Marcelo tem esse condão: para os que o desejam na liderança do PSD, continua a ser o “único candidato” que pode forjar a unidade do partido. Mas para quem aposta na alternativa Pedro Passos Coelho, o professor respondeu-lhes que “não, porque não quer ser chefe de facção”.

Críticas que Morais Sarmento repudiou, ontem, no programa “Falar Claro, da Rádio Renascença. Sem abrir o jogo quanto ao seu apoio (“a decisão terá de ser solitária e só depois solidária”), Morais Sarmento pediu debate de ideias, prometendo empenhar-se nisso mesmo.

“Mais do que o confronto de facções, o PSD precisa de um confronto de gerações e há muita gente no PSD que tem de se convencer que a clarificação não é selecção social, é selecção política”, reagiu Miguel Relvas, um dos estrategos da candidatura de Pedro Passo Coelho. Seguro de que Marcelo disse “não” àqueles que, como Paulo Rangel, José Luís Arnaut e Alexandre Relvas, apelaram à candidatura do professor, Relvas acusa-os mesmo “de terem, fora de tempo, acelerado um processo, pondo em causa uma decisão do conselho nacional do partido”. Entendimento distinto tem José Matos Correia, que continua apostar na candidatura do professor, socorrendo-se dos argumentos que ele utilizou. “Se queremos ultrapassar a lógica de facções, o professor Marcelo Rebelo de Sousa é a única pessoa que pode unir o PSD, credibilizá-lo mais e ser a o rosto da alternativa ao Governo do PS.”

Estatísticas

  • 763 leitores
  • 7 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1408006

Comentário + votado

O PSD...!

O PSD quer fazer oposição! Seria bom, para todos percebermos, a quem quer este grupo de ...

O PSD.....

03.11.2009 22:51

X

Mais em Política (2 de 10 artigos)

O deputado António Filipe considera que é agora mais fácil conseguir aprovar a mudança à lei e deixar as questões técnicas para o debate na especialidade PCP mantém que enriquecimento ilícito deve ser criminalizado