Aguiar-Branco acusa Sócrates de ser um "estorvo" ao desenvolvimento de Portugal

13.03.2010 - 20:20 Por Filomena Fontes
O PSD não precisa dos melhores oradores para ganhar as próximas eleições ao PS ou dos melhores técnicos, porque isso não basta. "A força está na capacidade de o partido se unir em torno de um objectivo muito concreto: Portugal", declarou hoje José Pedro Aguiar-Branco, em Mafra.
Na sua primeira intervenção ao congresso, o líder da bancada parlamentar empenhou-se em demonstrar perante os delegados que a sua candidatura protagoniza a única solução responsável para a liderança do PSD e em condições de derrotar José Sócrates e o Governo do PS.
"Se as próximas eleições fossem um concurso de retórica ou um concurso para escolher o melhor técnico ganharíamos com certeza, mas isso não basta para ganharmos eleições", afirmou Aguiar-Branco num duplo ataque a Paulo Rangel e à sua capacidade oratória, mas também a Pedro Passos Coelho, desqualificando-o ao compará-lo, indirectamente, a um especialista.
Reforçando o lema da sua campanha – "Força de unir" –, o líder parlamentar conseguiu levantar os congressistas quando lhes disse que a força dos sociais-democratas está em terem a capacidade de voltarem a ser um único partido quando deixarem o congresso.
"É isso que faz a nossa força", isso não é romper nem mudar, é unir com a força de todos. Antes, já José Pedro Aguiar-Branco procurara convencer os delegados de que será a sua candidatura, federadora, aquela que mais pergaminhos tem no partido. E chegou mesmo a atirar com o número de anos que leva de militância no partido, deixando a pairar a recente filiação de Paulo Rangel.
Depois virou-se para Sócrates, o Governo do PS. Acusou-o de ser "um estorvo, um obstáculo para o desenvolvimento do país". E voltou a apresentar-se como candidato a primeiro-ministro, prometendo que caso seja eleito líder do PSD, assumirá a responsabilidade de restituir a confiança nos valores, nas instituições e restaurar a credibilidade e a esperança junto dos portugueses.

