Aguiar-Branco acusa Sócrates de governar o país “em permanente guerra civil política”

19.02.2010 - 18:27 Por Filomena Fontes
José Pedro Aguiar-Branco acusou hoje, no Porto, José Sócrates de “governar o país em permanente guerra civil política” e convocou os militantes a regressarem aos valores legados por Sá Carneiro para o PSD se constituir como uma alternativa credível ao Governo socialista.
"Durante cinco anos o país dividiu-se em duas partes: os que estão com José Sócrates e os inimigos de José Sócrates. Somos governados em permanente guerra civil política. De guerra em guerra. De conflito em conflito. E os portugueses são uma espécie de danos colaterais”, denunciou, no Porto, Aguiar-Branco, na apresentação da sua candidatura à liderança do PSD na qual disse também que era candidato a primeiro-ministro.
Com a crise política em pano de fundo, o líder da bancada parlamentar do PSD considerou que a personalidade “quezilenta, crispada e com dificulades em conviver com a diferença” do primeiro-ministro se repercute na governação, em prejuízo do país.
Assumindo-se como o candidato que quer “unir” e não romper, como promete Paulo Rangel, ou mudar, como defende Pedro Passos Coelho, o candidato alertou os militantes para a necessidade de superarem divergências internas, deixando de lado “tribos e tendências”. “Não podemos continuar a permitir que, com as nossas divisões, porque falamos a várais vozes, cada um para seu lado, sejamos nós a dar mais força aos socialistas para a desgraça de Portugal”, defendeu. Aguiar-Barnco não quis perder tempo com “eventuais traições” de uns ou “eventuais interesses de outros”. “Não será esse o meu caminho. Estou aqui para unir”, insistiu. Mas foi dizendo ao mesmo tempo que os militantes não devem permitir que o legado de Sá Carneiro seja “delapidado ou desvirtuado”.
Aguiar-Branco dramatizou a escolha que os militantes vão ser chamados a fazer nas directas marcadas para 26 de Março, dizendo “ter fundadas razões para acreditar que o próximo presidente do PSD será chamado a ldierar o futuro governo”. Mais cedo ou mais tarde. “Não é o PSD que precisa de ganhar eleições. Mais do que nunca na sua história é o país que precisa que o PSD ganhe as eleições”, concluiu.
Pela sede da distrital portuense dos sociais-democratas passaram Marco António Costa, presidente da distrital do PSD-Porto, Virgilio Costa, líder do PSD-Braga, e alguns deputados eleitos pelo círculo do Porto, como Agostinho Branquinho, Raquel Coelho e Carla Barros, entre outros e muitos militanets anónimos.

