• Dead Combo e skates na passerelle
  • Kiev, a porta de entrada da Ucrânia
  • Primeira esplanada Time Out do mundo abre na Avenida da Liberdade

Fundos vindos da UE mal geridos

Agricultura: CAP diz que Governo deve ouvir alertas de Presidente

02.01.2009 - 14:55 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Os agricultores portugueses sentem-se penalizados face aos outros agricultores europeus Os agricultores portugueses sentem-se penalizados face aos outros agricultores europeus (PÚBLICO (arquivo))
O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) considerou que a atenção dada aos agricultores no discurso de Cavaco Silva deve ser uma referência para o Governo. João Machado aproveitou a opinião do Presidente em relação ao mau aproveitamento das verbas da União Europeia para criticar as políticas do ministro da Agricultura.

João Machado afirmou hoje que as declarações do Presidente da República "são referências muito profundas que o Governo devia ter em conta", principalmente "a crítica muito forte às políticas do Ministério da Agricultura", com a não utilização de fundos da União Europeia, em linha com as críticas que a CAP tem vindo a fazer.

Na noite do primeiro dia do ano, o Presidente da República fez um discurso ao país onde deu uma atenção especial aos pequenos comerciantes e aos agricultores. Em relação aos segundos, apontou as dificuldades que enfrentam como a subida do preço dos adubos, das rações e de outros factores de produção como a disponibilização das verbas da UE. Os agricultores portugueses “sentem-se penalizados face aos outros agricultores europeus por não beneficiarem da totalidade dos apoios disponibilizados pela União Europeia”, disse Cavaco Silva.

Aproveitando esta intervenção, João Machado criticou a política do Ministério da Agricultura. "É responsabilidade de Jaime Silva [ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas] os mais de mil milhões de euros de verbas não usadas em três anos", salientou o presidente da CAP, destacando a importância das ajudas comunitárias para apoiar o sector.

Cavaco Silva defendeu ainda ser fundamental a preservação da agricultura já que “o mundo rural faz parte das raízes da nossa identidade colectiva. A sua preservação é fundamental para travar o despovoamento do interior e para garantir a coesão territorial do País”, disse o Presidente.

O presidente da CAP voltou a frisar este ponto. "Quando a actividade económica da agricultura desaparecer do mundo rural será o abandono das terras, e o êxodo para as grandes cidades vai agravar os problemas nos centros urbanos", alertou. Por outro lado, entre as consequências do abandono do mundo rural está "a maior dependência alimentar com os riscos inerentes", afirmou.

Num comunicado hoje divulgado, a CAP especifica as suas críticas ao avançar que "só no Regime de Pagamento Único, desde 2005, Portugal deixou de utilizar cerca de 180 milhões de euros de fundos totalmente comunitários, por manifesta ineficiência e irresponsabilidade das políticas incrementadas por Jaime Silva".

Também no caso do Proder (programa para o desenvolvimento rural), as acusações da CAP dirigem-se ao ministro, ao dizer que o programa "ainda não está em funcionamento após dois anos" e que "o Ministério da Agricultura deixou de utilizar 850 milhões de euros".

"O ministro Jaime Silva tem penalizado deste modo os agricultores mas também os consumidores que, pelo facto do abandono da agricultura nacional, têm sido obrigados a consumir produtos importados, muitas vezes de pior qualidade e mais caros", refere ainda o comunicado da CAP.

Estatísticas

  • 19 leitores
  • 8 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1354747

Comentário + votado

MS

17H17 Anónimo, Lisboa. Concodo consingo, mas pior é a discriminação feita no pagamento aos ...

Anónimo

03.01.2009 21:50

X

Mais em Política (7 de 8 artigos)

Jardim gostava que Presidente tivesse abordado a "descriminação da Madeira" nas relações com o Estado Jardim concorda com discurso do Presidente mas critica posição dos partidos