O advogado José Maria Martins entregou ontem um requerimento a pedir a abertura de instrução do processo relativo à forma como José Sócrates concluiu a sua licenciatura na Universidade Independente (UnI).
O inquérito em causa foi mandado arquivar, no dia 30 de Julho, pela procuradora-geral adjunta do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), Cândida Almeida.
Em declarações ao PÚBLICO, José Maria Martins disse que o requerimento, "arrasador", resultou dos elementos que reuniu depois de consultar o processo, já esta semana. De acordo com o advogado, decorrem dos autos indícios suficientes para que o primeiro-ministro venha a ser julgado, nomeadamente pelos crimes tipificados como "tráfico de influências" e "favorecimento pessoal".
José Maria Martins dirigiu o requerimento ao juiz de instrução do Supremo Tribunal de Justiça, tribunal com competência para julgar o chefe do Governo.
O documento foi entregue já fora do prazo, o que fez com que o advogado tivesse que pagar uma multa. José Maria Martins sublinhou que o facto de ter pedido a abertura de instrução do processo não significa que a sua pretensão venha a ser aceite.
Na terça-feira, o PÚBLICO noticiou que José Sócrates, o seu ex-professor da UnI António José Morais e o ex-reitor da mesma instituição, Luís Arouca, foram escutados por magistrados e elementos da PJ, em conversas sobre a investigação jornalística à conclusão da sua licenciatura.


