O presidente do governo dos Açores, Carlos César, reafirmou nesta sexta-feira que a situação da Madeira “não é comparável” à dos Açores, pelo que um programa como o que foi divulgado para aquela Região “não se justifica” neste arquipélago.
“A situação da Madeira não é comparável à dos Açores, quer em termos de despesa, de défice, de dívida ou de compromissos futuros, pelo que o programa que hoje foi conhecido para aplicação naquela Região também não se justifica em relação aos Açores”, afirmou Carlos César.
O presidente do Executivo açoriano recordou ainda que “a maioria das disposições” contidas no programa elaborado para a Madeira “carecem de objecto de aplicação no universo açoriano, visto que já vigoram (nos Açores) há anos ou, noutros casos, foram recentemente concretizadas”.
Carlos César considerou ainda que o programa divulgado para a Madeira “é muito negativo para uma economia insular, arquipelágica e distanciada dos mercados de referência, no domínio fiscal, mas as condições específicas do empréstimo são boas e é positiva e até curiosa a circunstância de o empréstimo ter um período de carência até às próximas eleições regionais madeirenses”.
O presidente do Executivo açoriano, que se encontra fora da Região por motivos particulares, desejou que “tudo corra o melhor possível para a Madeira e com o mínimo de sacrifícios possíveis para os madeirenses”.
Carlos César recordou que, num encontro realizado com Pedro Passos Coelho em meados do ano passado, propôs a elaboração de um “protocolo de colaboração e entendimento”, que, até agora, ainda não foi concretizado.


