Açores: Ferreira Leite acusa PS de arranjar pretexto para conflito com Presidente da República 
26.07.2008 - 17:27 Por Lusa, PÚBLICO
Manuela Ferreira Leite acusou hoje o PS de ter avançado com a revisão do Estatuto Político-Administrativo dos Açores, sem introduzir as alterações recomendadas, “para arranjar um conflito” com o Presidente da República.
Para a líder do PSD, a atitude dos socialistas de manter inalterável os artigos do estatuto, mesmo depois de terem sido avisados de que alguns poderiam suscitar polémica, “não foi tomada para defender os Açores” como alega o PS.
O objectivo, garante, não foi promover a autonomia da região, mas “arranjar um conflito com o Presidente da República” para angariar votos nas próximas eleições.
“Este é o tipo de política que repúdio e em que o PSD não pode enveredar”, afirmou Ferreira Leite, na apresentação dos cabeças de lista sociais-democratas às eleições regionais, marcadas para 19 de Outubro.
A dirigente sublinha que não se pode fazer “política de qualquer forma”, é preciso falar sempre verdade, o que não tem acontecido, conduzindo a que “os políticos tenham caído em descrédito”.
Ferreira Leite disse estar confiante numa vitória do PSD-Açores nas próximas eleições e descreveu Carlos Costa Neves, o líder dos sociais-democratas açorianos, como um exemplo de “rigor, seriedade, sobriedade e capacidade para fazer bem sem alarido”. “Não devemos fazer política folclórica. Temos de ter cuidado com as festas e os recursos que gastamos nelas”.
O Presidente da República decidiu pedir a fiscalização preventiva da constitucionalidade do decreto que aprovou a revisão do Estatuto Político-Administrativo da Região, por duvidar da legalidade de vários artigos nela incluídos, como os que definem as normas relativas aos limites temporais para a marcação de eleições na região ou os que enquadram a realização de referendos regionais.
Reagindo a esta decisão, o presidente do Governo regional dos Açores, o socialista Carlos César, disse estar “decepcionado” com Cavaco Silva e surpreendido com as razões por ele invocadas para pedir a intervenção do Tribunal Constitucional.
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