A deputada social-democrata Zita Seabra desistiu de apresentar o projecto de lei que defendia a suspensão dos julgamentos de mulheres acusadas de crime de aborto, por considerar que a iniciativa foi usada como uma "violenta manobra táctica político-partidária".
Num comunicado divulgado hoje, Zita Seabra reagiu à notícia do semanário Expresso, que dá conta da sua iniciativa e da tentativa de recolher apoios para o seu projecto de lei noutros partidos.
Apesar de considerar o diploma "justo, necessário e inadiável", Zita Seabra decidiu não avançar com o projecto de lei por considerar que a notícia do Expresso "desvirtua completamente o sentido original" da proposta e a "transforma em ridículos ‘complots’".
"Considero que não há condições para avançar com a iniciativa legislativa que estava a promover na Assembleia da República", afirma a deputada.


