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Abertura das jornadas parlamentares do PS

Aborto: líder parlamentar do PS diz que não haverá aconselhamento obrigatório

13.02.2007 - 21:00 Por Lusa, PUBLICO.PT

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Alberto Martins disse que a lei será feita na Assembleia da República nos exactos termos do mandato do referendo Alberto Martins disse que a lei será feita na Assembleia da República nos exactos termos do mandato do referendo (Rui Gaudêncio/PÚBLICO (arquivo))
O líder parlamentar socialista, Alberto Martins, afirmou hoje que não haverá aconselhamento obrigatório na lei para as mulheres que queiram abortar até às dez semanas, porque isso seria uma imposição “à revelia” do resultado do referendo.

Na sessão de abertura das jornadas parlamentares do PS, em Óbidos, Alberto Martins considerou que o resultado do referendo foi também uma vitória da bancada socialista e declarou: “ninguém fará a lei por nós”.

“Não haverá naturalmente aconselhamentos obrigatórios, à revelia do que foi o mandato popular”, frisou o líder parlamentar socialista.

Antes, Alberto Martins tinha dito que “a lei será feita na Assembleia da República nos exactos termos desse mandato”, adiantando que “o período de reflexão naturalmente será curto”.

O resultado da consulta de domingo foi “uma vitória do progresso e da modernidade, uma vitória do grupo parlamentar”, considerou, elogiando o secretário-geral do PS, José Sócrates, que assistia ao seu discurso.

“Honramo-nos muito com a intervenção do nosso secretário-geral, que foi determinante nesta grande vitória de Portugal. Sentimo-nos orgulhosos na intervenção do nosso secretário-geral”, disse, suscitando aplausos dos deputados do PS.

CDS critica oscilação socialista

O CDS já reagiu a estas declarações de Alberto Martins, considerando que contribuem para um “comportamento politicamente irresponsável” do PS.

E exigiu que o partido “esclareça com a máxima urgência” as alterações que pretende fazer à lei para despenalizar o aborto até às dez semanas.

O deputado José Paulo Carvalho considerou “lamentável” esta atitude dos socialistas.

“No fundo, isto vem confirmar o que o CDS-PP disse ao longo da campanha: votar “sim” era passar um cheque em branco ao PS. Os socialistas, como sempre alertámos, não sabem o que vão fazer”, disse José Paulo Carvalho, em declarações à Lusa, considerando que estas afirmações mostram que o PS está a “interpretar à maneira que bem entende o resultado político do referendo”.

José Paulo Carvalho recordou ainda que, no dia do referendo, o PS fez saber que estava a pensar inspirar-se no modelo alemão, “que prevê o aconselhamento”.

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Pois é, ainda agora começou, não foi?Já se está ...

Pois é, ainda agora começou, não foi? Já se está a cortar no aconselhamento... Tudo bem não é ...

Anónimo

16.02.2007 01:40

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