Encontrados indícios de eventual crime no SIED no caso do jornalista Nuno Simas

30.09.2011 - 18:21 Por Lusa
O Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informações da República Portuguesa (SIRP) concluiu que "existem indícios com eventual relevância criminal" praticados por elementos que pertenceram ao Departamento Operacional do Serviços de Informações Estratégicas de Defesa (SIED).
Esta conclusão consta de um comunicado lido aos jornalistas pelo presidente do Conselho de Fiscalização do SIRP, Marques Júnior, esta tarde, depois de ter estado reunido mais de três horas com a Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais.
Falando sobre o caso do alegado acesso ilegal a chamadas telefónicas feitas pelo jornalista Nuno Simas, quando este se encontrava no PÚBLICO, Marques Júnior disse que o Conselho de Fiscalização do SIRP chegou a uma conclusão. O documento, denominado "“lista de compras”, “foi processado informaticamente na rede externa do SIED e, apesar de não ser possível tecnicamente visualizar o seu conteúdo, a existência de indícios circunstanciais e o conjunto de diligências complementares levadas a cabo conduz” a várias conclusões.
Segundo Marques Júnior, “além da utilização indevida de meios afectos ao SIED e do envio indevido de informação com desrespeito pessoal de procedimentos de segurança, existem indícios com eventual relevância criminal, incluindo a violação de direitos, liberdades e garantias, praticadas por elemento ou elementos que, à data dos factos, pertenciam ao Departamento Operacional do SIED, cabendo a investigação dos mesmos ao Ministério Público, a quem o senhor primeiro-ministro remeteu já o teor das conclusões do inquérito interno realizado pelo SIRP”.

