Líder da oposição refugiado na embaixada holandesa

Zimbabwe: ONU condena violência contra a oposição

24.06.2008 - 10:14 Por AFP

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Tsvangirai considerou ser impossível o desenrolar de um escrutínio nas actuais condições Tsvangirai considerou ser impossível o desenrolar de um escrutínio nas actuais condições (Mike Hutchings/Reuters (arquivo))
O Conselho de segurança da ONU condenou hoje a campanha de violência e de intimidação contra a oposição no Zimbabwe, que torna “impossível” o normal desenrolar de eleições livres e igualitárias.

Numa declaração adoptada por unanimidade, o Conselho condenou “a campanha de violências contra a oposição política nas vésperas da segunda volta das eleições presidenciais”.

O Conselho condenou ainda “o comportamento do governo que nega ao seus opositores políticos o direito de fazerem livremente a sua campanha”.

As violências e restrições “tornaram impossível a realização de eleições livres e igualitárias no dia 27 de Junho”, acrescenta o texto, lido pelo embaixador americano na ONU, Zalmay Khalilzad, que preside ao Conselho em Junho.

Embaixador do Zimbabwe na ONU rejeita pedido de adiamento eleitoral

Por seu lado, o embaixador do Zimbabwe junto das Nações Unidas rejeitou hoje o pedido feito ontem pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para o adiamento da segunda volta das presidenciais, apesar da desistência do candidato da oposição.

"Não vejo porque motivo ele [Ban Ki-moon] chegou a essa conclusão", afirmou o embaixador Boniface Chidyausiku, entrevistado pela rádio pública sul-africana SAFM.

"Na qualidade de chefe da diplomacia da ONU faria melhor se entrasse em contacto com o povo, o governo e os actores [neste processo] no Zimbabwe", adiantou. "Mas utilizar a tribuna de Nova Iorque para pedir um adiamento da segunda volta é absurdo", defendeu.

Tsvangirai só sai da embaixada holandesa quando for seguro

Em Harare, o chefe da oposição – refugiado na embaixada holandesa na capital do Zimbabwe – indicou hoje à AFP que só irá sair quando estimar que a sua segurança estará assegurada.

“Estou a avaliar a minha situação e logo que esteja certo da minha segurança, sairei”, disse o chefe do Movimento para a Mudança Democrática (MDC, na sigla em inglês), interrogado por telefone.

”Os meus anfitriões dizem-me que poderei ficar enquanto considere que não é seguro partir”, acrescentou, precisando que irá provavelmente abandonar a embaixada “nos próximos dois dias”.

Tsvangirai renunciou no domingo a participar na segunda volta eleitoral, prevista para sexta-feira, contra o chefe de Estado Robert Mugabe, por causa das violências desencadeadas contra os seus apoiantes.

Morgan Tsvangirai considerou ainda ser “impossível” o desenrolar de um escrutínio nas “actuais condições”.

Mugabe acusa Washington e Londres de mentirem

Paralelamente, o Presidente do Zimbabwe acusou o Reino Unido, os Estados Unidos e os seus aliados de mentirem sobre a situação vivida no seu país para poderem – no seu ponto de vista – justificar uma intervenção no Zimbabwe, avançou hoje de madrugada um dos órgãos oficiais do regime, o “Herald”.

“O Reino Unido e os seus aliados contam uma série de mentiras acerca do Zimbabwe, dizendo que está a morrer muita gente. Eles dizem todas essas mentiras porque eles querem criar uma situação que justifique uma intervenção sua no Zimbabwe”, declarou o Presidente.

Mugabe proferiu estas declarações ontem à noite diante de perto de 15 mil pessoas reunidas em Chipinge, no sudeste do país, no dia seguinte ao anúncio de retirada de Morgan Tsvangirai.

Ao passo que o regime parece estar determinado a manter a segunda volta das presidenciais, o líder da oposição reclamou a anulação da primeira volta e a organização de um “escrutínio especial” numa atmosfera livre e justa.

"Não se trata de uma eleição falsificada", disse ainda Robert Mugabe.

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Subtileza

"Haja pois serenidade e repito deixem de interferir nas questões internas Zimbabweanas". Pena é que ...

Walter

25.06.2008 02:07

X

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