A companhia área iemenita anunciou hoje que vai suspender provisoriamente todas as suas ligações com a capital das ilhas Comores, Moroni, depois dos protestos da comunidade comoronense que desde o acidente do Airbus A310 já bloquearam o check-in em voos a partir de França para a ilha.
“Tendo em conta os graves acontecimentos destes últimos dias e face aos riscos em que certas pessoas colocam o nosso pessoal nos aeroportos, a nossa companhia e os nossos passageiros, a Yemenia tomou a decisão de não mais servir a cidade de Moroni [Grande Comore] por um período indeterminado até que a situação se tranquilize.”
A queda do A310 na madrugada de terça-feira fez 152 mortos – uma rapariga sobreviveu. O voo fazia a ligação Sanaa-Moroni, transportando muitas pessoas que tinham antes voado de França para a capital iemenita.
A comunidade das Comores em Marselha contesta o uso do A310, aparelho que por questões de segurança está proibido de voar em França. E desde o acidente tem manifestado a sua cólera contra os “voos caixote do lixo” com destino ao arquipélago do Índico, acusando Paris de ter negligenciado a sua segurança.
Os protestos bloquearam entretanto o registo de passageiros em vários voos da Yemenia Airways com partida de Paris e Marselha para Moroni. Desde quinta-feira que a companhia já suspendera os voos com partida em Marselha.
“A companhia Yemenia partilha a dor das famílias que perderam os seus próximos neste acidente trágico e tenta encontrar soluções para que possam receber um acolhimento conveniente, informações fiáveis e uma indemnização provisória rápida. A Yemenia indigna-se neste processo com manifestações tão hostis como irracionais, de uma violência inadmissível, que comprometem a gestão eficaz deste acontecimento e as acções que tem de desenvolver”, afirmou ainda a companhia iemenita no comunicado divulgado hoje.



