• E se para comprares um disco externo pagasses direitos de autor?
  • Um arco-íris de carnavais brasileiros
  • Volta ilustrada à cidade

Resposta dos EUA às ameaças de guerra de Pyongyang

Washington defenderá a Coreia do Sul, garante Hillary Clinton

27.05.2009 - 20:13 Por Agências

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Pyongyang diz-se “desligada” do armistício assinado com o Sul no final de guerra de 1950-1953 Pyongyang diz-se “desligada” do armistício assinado com o Sul no final de guerra de 1950-1953 (Jo Yong-Hak/Reuters)
Os Estados Unidos vão honrar o seu compromisso de defender a Coreia do Sul e o Japão, disse hoje a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, horas depois de a Coreia do Norte ter ameaçado atacar militarmente Seul. Pyongyang realizou segunda-feira o seu segundo ensaio nuclear, provocando uma onda de críticas internacionais.

“Eu quero insistir nos compromissos assumidos pelos Estados Unidos – e que temos a intenção de honrar – na defesa da Coreia do Sul e do Japão”, disse Clinton à imprensa em Washington.

“Qualquer acto hostil praticado contra os nossos navios pacíficos, incluindo buscas e confiscação, será considerado uma violação imperdoável da nossa soberania e responderemos imediatamente com um poderoso ataque militar”, avisara um porta-voz do exército norte-coreano, citado pela noticiosa local KCNA. “Aqueles que nos provocaram vão ter de enfrentar uma sanção sem piedade e inimaginável”, continuou o mesmo responsável, apontando directas responsabilidades na presente crise a Washington e a Seul.

Esta ameaça surgiu depois de Seul se ter declarado parte activa na iniciativa, liderada pelos norte-americanos, de fazer buscas em navios norte-coreanos suspeitos de transportarem armas de destruição maciça.

Para o muito fechado regime comunista de Pyongyang, a decisão da Coreia do Sul – de adesão expressa, na noite de ontem, à chamada Iniciativa de Anti-Proliferação (PSI) – constitui uma “declaração de guerra”. Isso mesmo era precisado num comunicado do exército do país, citado pela KCNA, avançando ainda que Pyongyang se considerava assim “desligada” do armistício assinado com o país vizinho no final de guerra de 1950-1953.

“As ameaças não darão à Coreia do Norte a atenção que deseja. Os seus actos continuarão a reforçar, pelo contrário, o seu próprio isolamento”, dissera já o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs. “É a quinta vez em 15 anos que eles tentam invalidar o armistício que pôs fim à guerra das Coreias”, acrescentou Gibbs.

A Rússia repetiu entretanto que vai associar-se a uma “resolução firme” do Conselho de Segurança nas Nações Unidas, apelando, em simultâneo ao regresso dos norte-coreanos às negociações – o “único meio” de resolver esta crise.

O Conselho de Segurança deve “exprimir uma posição firme”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov. Mas “não devemos punir por punir”, defendeu, insistindo na necessidade de voltar às negociações “a Seis” – as duas Coreias, a Rússia, a China, o Japão e os EUA.

Estatísticas

  • 2423 leitores
  • 49 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1383379

Comentário + votado

Índia?

28.05.2009 - 00h52 - Luis, Almada "E quer queira quer não queira há de facto muitos mais milhões de ...

Mutante

28.05.2009 17:22

X

Mais em Mundo (15 de 16 artigos)

Nenhum grupo reivindicou a responsabilidade, embora dois “suspeitos” tenham sido detidos Ataque contra posto da polícia paquistanesa faz pelo menos 23 mortos em Lahore