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Carta enviada a Carlos Coelho

Voos da CIA: Luís Amado acusa comissão de falta de rigor e desinformação

26.01.2007 - 16:04 Por Lusa

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Luís Amado reitera que não há listas de passageiros nos serviços administrativos de autorização de sobrevoo e aterragem de voos da CIA Luís Amado reitera que não há listas de passageiros nos serviços administrativos de autorização de sobrevoo e aterragem de voos da CIA (Tiago Petinga/Lusa (arquivo))
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, acusa a comissão temporária do Parlamento Europeu sobre os voos da CIA de falta de rigor, parcialidade e desinformação, numa carta enviada ao eurodeputado Carlos Coelho.

Na carta, com a data de ontem, o ministro dos Negócios Estrangeiros contesta a fundamentação das conclusões apresentadas na terça-feira no relatório final da comissão, afirmando que "as tão faladas e equívocas listas de passageiros" não foram transmitidas à comissão porque "não há listas de passageiros nos serviços administrativos competentes para avaliar os pedidos de autorização de sobrevoo e aterragem" dos voos em causa.

Luís Amado contesta igualmente a conclusão de que houve 91 escalas feitas em Portugal pela CIA, afirmando que nas investigações feitas junto dos serviços competentes "não se confirmaram as alegadas 91 escalas, inspiradas numa lista da NAV (ou do Eurocontrol) que pode reportar-se apenas a planos de voo que não se realizam necessariamente".

O mesmo acontece com a lista de 17 escalas em Santa Maria, com destino ou origem em Guantánamo, incluída nas conclusões do relatório como uma informação que o Governo português não refutou.

Segundo o ministro, é "inadmissível, à luz das regras da boa-fé", que o atraso do Governo em enviar à comissão a resposta ao pedido de esclarecimentos sobre aquela lista "num prazo tão curto, unilateralmente fixado", tenha "autorizado a que se afirmasse que o Governo dava por confirmados os factos alegados".

Em vários passos das quatro páginas e 12 pontos da carta, Luís Amado repete que o Governo português prestou toda a colaboração que lhe foi solicitada pela comissão e que "o complexo e volumoso" trabalho de recolha de informação desenvolvido não detectou qualquer indício de ilegalidade.

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