As caixas negras do voo AF 447 ainda não foram localizadas, disseram hoje fontes militares e do organismo francês de investigação de acidentes aéreos, desmentindo informações anteriores que davam como provável a localização de um sinal áudio das caixas negras do avião que se despenhou a 1 de Junho no Atlântico.
“As caixas negras não foram localizadas, as caixas negras não foram detectadas. Continuamos a procurá-las”, disse um porta-voz militar francês, Christophe Prazuck, citado pelo “Nouvel Observateur”.
O Bureau de Inquéritos e Análises para a aviação civil, o BEA, disse por seu lado, em comunicado, que “nenhum sinal emanando das balizas acústicas dos gravadores de voo foi gravado até agora”.
Esta manhã, o diário francês “Le Monde” lançara a hipótese de um “sinal fraco” das caixas negras ter sido localizado pela marinha francesa.
As autoridades francesas mantêm no local um submarino nuclear, um navio oceanográfico e dois rebocadores de alto mar equipados com material de detecção norte-americano, com o objectivo de detectar as caixas negras.
O responsável da BEA, Paul-Louis Arslanian, lembrou que as caixas negras emitem durante 30 dias, mas que por vezes emitem durante um período mais longo.
O Airbus A 330 da Air France, que voava entre o Rio de Janeiro e o Recife, despenhou-se a 1 de Junho no Atlântico, causando a morte aos 228 ocupantes do avião.


