Vinte e uma pessoas, incluindo políticos e jornalistas raptados por homens armados, foram encontradas mortas no Sul das Filipinas. O número de vítimas pode aumentar.
“Descobrimos 21 mortos”, disse a uma rádio local Alfredo Cayton, explicando que os reféns foram “abatidos”. “Continuamos as buscas para encontrar os restantes.” Entre os corpos encontrados estão 13 mulheres e oito homens.
Um pouco antes, o porta-voz do Exército, coronel Romeo Brawner, tinha afirmado que homens armados ligados a um poderoso político local tinham feito 30 a 40 reféns. Entre os reféns estão alguns rivais políticos, dois advogados e uns 20 jornalistas locais.
A mulher de um presidente de câmara da província de Maguindanao, Esmael Mangundadatu, os seus assistentes e alguns partidários integravam o grupo, acrescentou o coronel. “Acreditamos que mais corpos estão enterrados no chão”, disse Brawner, citado pela Reuters.
Os jornalistas acompanhavam Mangundadatu, que tinha anunciado a intenção de candidatar-se ao posto de governador de Maguindanao, de maioria muçulmana, nas eleições marcadas para Maio.
O rapto pode estar ligado a rivalidades entre o clã do governador actual e o de Mangundadatu, explicou ainda o coronel Brawner, citado pela AFP. Segundo a Reuters, pode ter-se tratado de uma tentativa para impedir a mulher de Esmael Mangundadatu de entregar os documentos relativos à sua candidatura.
Os ajustes de contas e a violência entre clãs rivais são frequentes no Sul das Filipinas, lembra a agência de notícias francesa. Esta região é também palco de um conflito entre o Exército e separatistas muçulmanos.



