Mais de uma centena de mortos e perto de 150 feridos graves é o balanço dos combates que opuseram em Kinshasa, na quinta e sexta-feira, o Exército congolês e a guarda do ex-vice-Presidente e candidato presidencial derrotado Jean-Pierre Bemba, avançaram hoje fontes de uma organização humanitária, citadas pela AFP.
A organização não-governamental católica Caritas contou pelo menos 79 mortos na morgue do hospital geral de Kinshasa, 20 no hospital de Kintambo, seis na clínica Ngaliema e dois no hospital de São José.
Nestes quatro principais centros hospitalares da capital, a ONG contou igualmente um total de 148 feridos graves.
Ontem à noite, o governo da República Democrática do Congo tinha fornecido um primeiro balanço provisório de 60 mortos e 74 feridos.
Na país vivem 960 portugueses, 500 dos quais na capital. Anteontem, o Governo português assegurou ter preparada uma "força militar conjunta" para, caso seja necessário, retirar os portugueses que vivem na República Democrática do Congo.
As autoridades do ex-Zaire emitiram um mandado para capturar Bemba, que se apresenta actualmente como chefe da oposição, acusando-o de traição.
Face ao derramamento de sangue registado no final da semana passada, o responsável pela política externa da União Europeia, Javier Solana, avisou que "a comunidade internacional, e a UE em particular, não vai permitir o malogro da democracia na República Democrática do Congo".


