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Colocado no YouTube por um “blogger” iraniano

Vídeo anticristão "Schism" responde ao filme anti-islâmico "Fitna"

11.04.2008 - 11:56 Por Susana Almeida Ribeiro

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Para todo o fluxo há um refluxo. Depois do polémico filme anti-islâmico "Fitna", do deputado holandês Geert Wilders, chegou agora ao YouTube o vídeo da resposta: chama-se "Schism" (Cisma), mostra o “lado negro” do cristianismo e foi feito em apenas 24 horas por um “blogger” saudita - Raed Al Saeed.
Durante o vídeo do blogger saudita são mostradas imagens dos bombardeamentos a Bagdad Durante o vídeo do blogger saudita são mostradas imagens dos bombardeamentos a Bagdad (Azad Lashkari/Reuters)

O curto filme, com pouco mais de seis minutos, começa por mostrar passagens da Bíblia em que se apela à “guerra santa”, com a intenção de mostrar que os extremismos religiosos não são um exclusivo islâmico.

Durante o vídeo do "blogger" saudita, de 33 anos, são igualmente mostradas imagens dos bombardeamentos a Bagdad, em 2003, e soldados a espancarem rapazes iraquianos num vídeo que correu mundo depois de ter sido colocado na Internet.

Noutra série de imagens surge uma mãe de família evangélica a pedir a crianças para matarem em nome da religião. As próprias crianças dizem, com orgulho, que estão a ser treinadas para fazerem parte do "Exército de Deus". "A verdade está do nosso lado", diz a progenitora.

"Schism" é uma resposta ao filme-polémica “Fitna”, de 15 minutos, do político holandês Geert Wilders (de direita) que lançou o seu trabalho na Internet há cerca de um mês e que mostrava imagens dos ataques terroristas a Nova Iorque e Madrid acompanhadas de versos do Corão a apelar à violência islâmica.

Apesar do "Fitna" ter sido condenado por muitos muçulmanos e ter originado manifestações em todo o mundo – nomeadamente uma no Paquistão que conseguiu reunir mais de 25 mil pessoas no início desta semana – os analistas consideram que, ainda assim, a polémica não foi tão grave quanto, por exemplo, a que se desencadeou com a publicação de algumas caricaturas de Maomé pela imprensa europeia.

No final do documentário, Al-Saeed estabelece um paralelo entre o seu vídeo e o de Wilders. No penúltimo "frame" do vídeo, o autor dá a ver a seguinte mensagem: "É fácil mostrar excertos de um Livro Sagrado que estão fora do contexto e fazer com que pareça tratar-se do livro mais desumano alguma vez escrito. Foi isso que Geert Wilders fez para conquistar mais apoiantes para a sua ideologia odiosa. Para criar cisma".

Al-Saeed indicou ontem ao jornal saudita (em língua inglesa) "Arab News" que fez o filme em menos de 24 horas a fim de mostrar que o islão não deverá ser julgado através daquilo que é mostrado em "Fitna", que ele considera ser uma visão distorcida da sua religião. O autor considerou ainda que acredita que "Fitna" foi "baseado em ódio" e que reflecte "o racismo e o ódio" do político holandês.

O vídeo de Al-Saeed foi colocado no YouTube no dia 1 de Abril e os administradores terão, alegadamente, retirado o vídeo após a sua colocação "online". Pouco depois, o vídeo voltou a estar disponível, uma vez que Al-Saeed terá argumentado que, se o "Fitna" continuava "online", nesse caso o seu vídeo também terá que permanecer disponível. O próprio autor deixa uma mensagem ao departamento de “censura” do YouTube, na qual apela ao visionamento de ambos os filmes: "Vejam o vídeo 'Fitna', de Geert Wilders, e comparem o conteúdo...".

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Outra FITNA

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Anónimo

21.04.2008 12:52

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