Hashemi opõe-se à não representação dos cidadãos que estão fora do país

Vice-presidente iraquiano veta lei eleitoral pondo em causa legislativas de Janeiro

18.11.2009 - 10:04 Por PÚBLICO

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Hashemi quer que os votos dos quatro milhões de iraquianos que vivem fora tenham representação Hashemi quer que os votos dos quatro milhões de iraquianos que vivem fora tenham representação (Atef Hassan/Reuters)
O vice-presidente do Iraque, o sunita Tareq al-Hashemi, anunciou hoje que vetou parte da nova lei eleitoral.

Hashemi argumenta não considerar justo que a lei negue representação parlamentar aos cidadãos que vivem fora do país, muitos dos quais são muçulmanos sunitas que se puseram em fuga durante as lutas inter sectárias que se seguiram à invasão norte-americana em 2003

“Enviei uma carta ao Parlamento a 15 de Novembro [no passado domingo] instando a revisões da lei. Em resposta o Parlamento propôs-me que desse o meu veto ao artigo que contesto, o que fiz hoje”, revelou o vice-presidente, citado pelas agências noticiosas.

“A modificação da lei visa a que se torne mais equitativa a representação dos iraquianos no estrangeiro. Não se trata apenas dos refugiados nos países vizinhos mas de todos os iraquianos de todas as confissões que vivem no exterior, e que são quatro milhões”, precisou.

O vice-presidente quer que seja fixada uma quota de 15 por cento dos assentos parlamentares às minorias e aos iraquianos que vivem no estrangeiro, em vez dos cinco por cento previstos no texto da lei actual – ou seja, uns 48 lugares entre os 323 deputados da Assembleia.

Este veto de Hashemi ao artigo primeiro da lei aprovada no Parlamento a 8 deste mês põe assim em risco a realização das eleições legislativas agendadas para 21 de Janeiro, uma vez que o texto tem agora que regressar à discussão dos deputados.

Aquela data foi sugerida pela Comissão Nacional Eleitoral iraquiana, assim como pelas Nações Unidas, mas não recebeu ainda confirmação oficial – algo que os responsáveis eleitorais no país afirmam deve ser feito quanto antes para que seja possível organizar o escrutínio. Um dos responsáveis da Comissão indicou já que se as discussões da lei eleitoral, de regresso ao Parlamento, se prolongarem, a data das legislativas será forçosamente adiada.

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resposta

raul.... em Portugal os emigrantes elegem 4 deputados..... se lhes fosse dado um voto proporcional ...

Jorge Varela

18.11.2009 17:53

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