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Caracas rejeita acusações de limitação da liberdade de imprensa

Venezuela: estudante pró-Chávez morto durante protestos violentos contra o regime

26.01.2010 - 09:01 Por PÚBLICO

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Estudantes apoiantes da oposição em Caracas Estudantes apoiantes da oposição em Caracas  (Carlos Garcia Rawlins/Reuters)
Um estudante apoiante do regime de Caracas morreu nos protestos violentos que tomaram de assalto a cidade de Merida esta noite em resposta à proibição de transmissão das emissões de um canal de televisão que se opõe ao Presidente, Hugo Chávez.

“Um grupo de estudante que se manifestava pacificamente foi atacado de forma cobarde e este lamentável incidente resultou no assassínio de um rapaz de 15 anos”, revelou o ministro do Interior, Tareck El Aissami, em declarações transmitidas pelas televisões do país já noite avançada de ontem (hora local).

Aissami identificou a vítima mortal como Josino Jose Carrillo, estudante do ensino secundário de 15 anos, e avançou ainda que nove polícias ficaram feridos nos distúrbios, dois deles tendo sido atingidos por armas de fogo.

Centenas de manifestantes levaram ontem à tarde para as ruas um forte protesto contra a decisão de Chávez de proibir que as emissões do canal RCTV Internacional e de outras estações mais pequenas – mas igualmente críticas ao regime – fossem transmitidas. Os operadores de cabo anuíram desde domingo a esta ordem, veementemente criticada por grupos de defesa da liberdade de expressão e até pelos Estados Unidos: “É uma fonte de preocupação sempre que o Governo fecha um canal independente”, sublinhou então porta-voz do Departamento de Estado norte-americano.

Em Caracas e várias outras cidades venezuelanas, a polícia utilizou gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes, estudantes das universidades e ensino secundário na esmagadora maioria, que encheram as ruas com as mãos pintadas de branco. Na capital, um grupo de manifestantes tentou alcançar o edifício onde funciona a entidade reguladora dos media na Venezuela, mas foi aí repelido por um pequeno cordão de apoiantes de Chávez e perseguido pela polícia anti motim.

Na discussão diplomática, a Venezuela respondeu aos Estados Unidos acusando Washington de “mentir” na acusação de que a RCTV tinha sido encerrada. Caracas alega que o canal pode voltar a emitir como antes através dos operadores de cabo se cumprir os trâmites de um nova lei que exige, entre outras coisas, que todos os canais de televisão transmitam alguns dos discursos feitos pelo chefe de Estado. “Isto não é um ataque à liberdade de expressão, mas uma sanção administrativa aplicada ao abrigo da lei”, justificou-se o embaixador venezuelano nos Estados Unidos, Bernardo Alvarez, citado pela agência noticiosa britânica Reuters.

Esta é já a segunda vez que a RCTV se vê em apuros com o regime de Caracas, tendo Chávez recusado em 2007 renovar a licença de emissão do canal, acusando-o então de participar num golpe para o derrubar cinco anos antes. Durante aquele período de elevada tensão no país, o canal – que emitia então em sinal aberto – mostrou ininterruptamente imagens das manifestações anti-Chàvez que conduziram ao breve afastamento do Presidente mas manteve fora das câmaras o momento em que os seus apoiantes o reconduziram em segurança ao poder.

Aquela investida contra a RCTV resultou em maciças manifestações anti-Chávez ao longo de quase todo o ano de 2007, as quais são consensualmente vistas, de resto, como um factor determinante para a derrota que o Presidente sofreu pouco depois num referendo destinado a abrir-lhe a porta à perpetuação no poder, antes de finalmente conseguir a aprovação pretendida numa posterior consulta popular. A RCTV voltou depois a emitir, mas então apenas por cabo, não tendo abandonado a linha de críticas ao regime de Chávez.

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E mais...

pode ser um ditadorzeco indígena, mas se for anti-americano, é apenas um defensor do povo ...

Tiago

26.01.2010 18:28

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