Os soldados venezuelanos fizeram ontem explodir duas pequenas pontes pedonais que cruzam a tensa fronteira com a Colômbia, no mais recente incidente a perturbar o conflito diplomático entre estes dois países sul-americanos.
O Governo de Bogotá criticou a destruição daquelas passagens e disse que a iria denunciar tanto no Conselho de Segurança das Nações Unidas como na Organização dos Estados Americanos, que tem a sua sede em Washington.
Foi o general Eusébio Aguero, comandante do Exército venezuelano na região fronteiriça de Táchira, quem ordenou a destruição das pontes, com recurso a explosivos, sob o pretexto de que estavam a servir para actividades ilegais, num território por onde passam grupos paramilitares, narcotraficantes e contrabandistas.
O ministro colombiano da Defesa, Gabriel Silva, contou que tropas da Venezuela chegaram em camiões e dinamitaram as pequenas pontes, que dão acesso ao departamento de Norte de Santander, um dos 32 existentes na Colômbia, que é o segundo país mais populoso da América do Sul, com 45 milhões de habitantes (face aos 28 milhões de venezuelanos).
O principal motivo da animosidade entre estes dois vizinhos é o facto de Bogotá ter assinado um tratado para permitir o acesso dos Estados Unidos a sete das suas bases militares, no âmbito da cooperação bilateral para que se combata o narcotráfico e a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC, que se apresentam como guerrilha marxista-leninista).


