A Universidade de Sorbonne, em Paris, foi ocupada hoje por cerca de 200 manifestantes no primeiro dia da sua reabertura, seis semanas depois de ter sido encerrada devido à crise do contrato de primeiro emprego. A reitoria pediu a intervenção da polícia.
Os ocupantes exigem a retirada, na íntegra, do Contrato de Primeiro Emprego, na lei de Igualdade de Oportunidades. Além disso, pedem a retirada do projecto de lei sobre imigração e a amnistia dos acusados dos recentes movimentos sociais.
Cerca de 200 estudantes reuniram-se esta tarde na Sorbonne, onde as aulas decorreram normalmente de manhã, com a intenção de ocupar o edifício.
A reitoria considerou esta manifestação uma “pura provocação” de “200 irredutíveis que apenas se representam a si próprios”. A maioria dos estudantes “pede a retoma das aulas, a escassas semanas dos exames”, continua a reitoria.
A 8 de Março, centenas de estudantes começaram a ocupar a universidade, símbolo do movimento de Maio de 68, para protestar contra o Contrato de Primeiro Emprego, votado pelo Parlamento e depois abandonado pelo Governo. Os jovens queriam a anulação desta reforma laboral que permitia o despedimento sem justa causa dos empregados com menos de 26 anos, durante os primeiros 24 meses de contratação.
A 11 de Março, a universidade foi evacuada e cercada pela polícia.


