A União Europeia está a recomendar que se evitem viagens aos Estados Unidos ou México que não sejam essenciais. “Pessoalmente, eu tentaria evitar viagens que não fossem urgentes às zonas em que têm surgido casos de doença, para minimizar os riscos em termos pessoais e reduzir os riscos potenciais de transmitir a infecção para outras pessoas”, disse a comissária europeia com a pasta da Saúde, Androulla Vassiliou.
Este conselho segue-se à nota emitida por Hong Kong, no domingo, recomendando aos residentes daquele território que não viajassem para o México ou para cidades dos Estados Unidos onde há casos confirmados de infecções pela nova estirpe de gripe suína. Hong Kong tem uma grande experiência neste tipo de alertas, pois foi ali que o vírus da gripe das aves H5N1 pela primeira vez passou das aves para seres humanos, e foi também ali que foi dado o alerta da pneunomia atípica, no Inverno de 2002/2003, causada por um novo tipo de coronavírus, que se espalhou rapidamente por vários países e matou 774 pessoas.
Os Estados Unidos declaram que esta é uma situação de “emergência em termos de saúde pública” e hoje o Presidente Barack Obama reforçou a mensagem. “Há obviamente motivos para ficarmos preocupados, e é preciso permanecer em estado de alerta elevado.” Tentou, no entanto, refrear um pouco os ânimos: “Mas não há motivos para alarme geral.”
Richard Besser, responsável pelos Centros de Controlo e Prevenção das Doenças dos EUA, considerou a recomendação europeia exagerada. “Estamos empenhados em encontrar novos casos de gripe suína, e é provável que encontremos alguns casos mais graves e outros menos graves. Nesta altura, não acho que deveriam existir restrições ou recomendações para que não se visite os EUA”, disse citado pelo “New York Times”.


