O Conselho da União Europeia, presidido pelo primeiro-ministro da República Checa, Mirek Topolánek disse que a ofensiva de Israel por terra na Faixa de Gaza era defensiva e não ofensiva.
“Neste momento, na perspectiva dos últimos dias, entendemos que este passo é uma acção defensiva e não ofensiva”, disse Jiri Potuznik, porta-voz da presidência checa da União Europeia. O ministro checo dos Negócios Estrangeiros, Karel Schwarzenberg, encabeça a delegação que vai até à região no Domingo. Potuznik disse que a presidência vai esperar para ver os resultados da visita.
Enquanto as tropas israelitas continuam a entrar no território de Gaza, onde já se registam lutas entre o exército israelita e o Hamas, o presidente palestiniano Mahmoud Abbas condenou “fortemente” as acções de Israel. “O presidente Abbas condena fortemente esta agressão e pede com urgência uma reunião do conselho de segurança para hoje, para pôr fim” ao conflito, declarou o diplomata palestiniano Saëb Erakat à AFP.
O braço militar do Hamas já ameaçou que o território palestiniano vai ser “um cemitério” para o exército israelita. “Vocês não têm outra escolha senão porém o fim às agressões sem pedir nenhuma condição e levantarem o bloqueio”, comunicou por televisão Ismaïl Radwane, porta-voz do Hamas.
A cadeia de televisão do Hamas mostrou no ecrã um pano onde estava escrito que “a resistência tem preparado centenas de homens e mulheres prontos para encabeçar operações de mártir [atentados suicidas]”, contra as forças israelitas.
Ao oitavo dia de conflito, o número de mortos no território palestiniano sobe para 446, depois de um uma mesquita ter sido alvo de um raide israelita durante a tarde de sábado, matando onze palestinianos, entre os quais crianças. Em resposta ao ataque israelita, o Hamas disparou hoje trinta “rockets” contra Israel.
A Faixa de Gaza, com 360 quilómetros quadrados de área e 1,5 milhões de habitantes, é um dos locais mais densamente povoados da Terra.


