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África do Sul volta a criticar a NATO

União Africana recusa reconhecer rebeldes

26.08.2011 - 22:21 Por Sofia Lorena

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Zuma, que em Maio se encontrou com Khadafi, responsabiliza a NATO pelo fracasso da mediação africana Zuma, que em Maio se encontrou com Khadafi, responsabiliza a NATO pelo fracasso da mediação africana (Reuters)
A Liga Árabe apoiou a intervenção da NATO na Líbia e guardou um lugar para o Conselho Nacional de Transição, o governo dos rebeldes. Mas para a União Africana (UA), que nesta sexta-feira se reuniu para discutir a situação líbia, o futuro passa pela formação de “um governo que inclua todas as partes”.

O comunicado saído da reunião da UA em Adis Abeba nunca refere o Conselho Nacional de Transição, mas o Presidente sul-africano, Jacob Zuma, que falou no fim do encontro, não deixou de o referir para afirmar que os seus membros “dizem ter conquistado Trípoli ,mas ainda há combates”. “Não podemos dizer quem é a força legítima”, conclui por isso Zuma. “O lugar da Líbia na União Africana está vazio. Se um governo consensual e inclusivo aparecer e propuser um embaixador, será bem-vindo”, comentou o porta-voz da UA, Noureddin Mezni.

A posição da UA mostra a força que Muammar Khadafi tinha dentro deste bloco — que para além de ter sido criado precisamente em Sirte, a sua terra natal, contava com o coronel como o seu principal financiador. A Liga Árabe, por exemplo, não só suspendeu a participação da Líbia de Khadafi em Fevereiro, em reacção à repressão com que respondeu aos protestos populares, como afirmou já esta semana apoiar os rebeldes líbios.

Zuma responsabiliza a NATO pelo fracasso dos esforços africanos de mediação do conflito, estimando que a essa acção se devem “muitas perdas humanas”. “Os africanos vão continuar a ocupar-se dos seus problemas sozinhos”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros sul-africano, Maite Nkoana-Mashabane.

Outro país que escolheu manter uma “estrita neutralidade, recusando ingerir-se, de que forma seja, nos assuntos internos” da Líbia, foi a vizinha Argélia. Na primeira reacção oficial argelina desde que os rebeldes entraram em Trípoli, o porta-voz da diplomacia, Amar Belani, rejeitou ainda as “acusações inadmissíveis” que dão conta do envio de mercenários para ajudarem Khadafi.

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